Saúde
Criciúma registra casos de doenças diarreicas; Dive monitora situação no Estado
Responsável técnica do Laboratório Municipal ressaltou que cidade não vive surto
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O município de Criciúma já registrou casos de doenças diarreicas nas últimas semanas, mas a bioquímica responsável técnica e coordenadora do Laboratório Municipal de Criciúma, Andréa Goulart de Oliveira, ressaltou que a cidade não vive um surto da doença, como Florianópolis, por exemplo.
“Na realidade não temos um surto em Criciúma. A maioria dos casos de pessoas que tiveram doenças diarreicas em Criciúma estiveram em Florianópolis. Os moradores da cidade que tiverem sintomas deverão procurar sua Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu bairro para avaliação médica”, explica Andréa.
O trabalho de monitoramento, acompanhamento e investigação do aumento de casos de doenças diarreicas agudas (DDA) no estado de Santa Catarina, em especial nas cidades litorâneas, ocorre desde o início deste ano, quando equipes de vigilância em saúde captaram os primeiros rumores de um possível surto da doença, devido ao aumento expressivo dos atendimentos em unidades de saúde de pacientes com sintomas relacionados à DDA, como náuseas, vômitos, diarreia, febre, o que ocorreu a partir do dia 2 de janeiro.
O superintendente de vigilância em saúde, o médico infectologista Fábio Gaudenzi, explica que, a partir dessa percepção, a equipe técnica da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), através de dados coletados e inseridos no sistema SIVEP-DDA pelas unidades sentinela, que são unidades de saúde espalhadas pelo estado que fazem o monitoramento das doenças de transmissão hídrica e alimentar (DTHA), pode constatar que, embora durante todo o ano de 2022 os casos de DDA tenham se mantido acima do limite superior, a partir da primeira semana do ano de 2023 houve um aumento importante dos registros.
“Vimos que os valores alcançados neste início de ano estavam muito próximos aos registrados em 2016, quando tivemos um grande surto relacionado a norovírus também no litoral catarinense. Na segunda semana de janeiro esse número aumentou ainda mais e ultrapassamos os dados de 2016”, afirma o superintendente.
O Governo Federal também auxilia o estado e acompanha com atenção a situação de Santa Catarina em relação ao surto de Doenças Diarreicas. Na última sexta, 13, foi realizada reunião por videoconferência entre a equipe do estado e os técnicos responsáveis do Programa Nacional de DTHA, do Ministério da Saúde, para discussão de medidas adotadas e do planejamento das ações de mitigação do surto.



