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Criciúma sonda Rampinelli para voltar a ser diretor de futebol
Por Redação Engeplus
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O Criciúma procurou Waldeci Rampinelli para comandar o seu departamento de futebol. O ex-dirigente, dono de uma carreira vitoriosa nos bastidores do estádio Heriberto Hülse, ficou lisonjeado com o convite e aceitou retornar ao clube carvoeiro. No entanto, Rampinelli fez algumas exigências que não foram aceitas pela Gestão de Ativos (GA), empresa que administra o clube, e a sua volta ao Majestoso acabou sendo adiada.
“Recebi o convite no final da semana passada para tocar o futebol do Criciúma na Série B e conversamos até hoje a noite. Falei que poderia voltar, que até o final deste ano ficaria no clube de certeza, depois conversaríamos, pois tenho as minhas coisas. Voltaria totalmente de graça, como sempre foi o meu trabalho, mas fiz algumas exigências. O Rodrigo Pastana seria o meu gerente de futebol, traria também uma comissão técnica, e gostaria que o Cláudio Gomes se desligasse totalmente do Criciúma. Não tenho nada contra o Cláudio. Não é nada contra a pessoa física, mas o nome dele está muito pesado no meio do futebol, tem uma rejeição muito grande. Fiz essa solicitação para o bem do Criciúma, e para não ter qualquer resquício de ter alguma influência dele. Acredito que a saída do Cláudio do clube, talvez, seria até mais impactante do que a minha volta”, revela o ex-dirigente tricolor.
Nos últimos dias, enquanto aguardava pela resposta para a sua contraproposta, Rampinelli já elaborava um planejamento para assumir o futebol tricolor e almejava começar a preparação do Tigre para encarar a Série B já na próxima semana.
“O meu projeto para o futebol era trazer ainda nesta semana uma comissão técnica inteira, inclusive com preparador físico e auxiliar. Começaríamos na próxima segunda-feira a preparação para a Série B, e o pessoal atual seguiria tocando o time até o final do Campeonato Catarinense, depois o pessoal voltaria para a base. Teríamos quase dois meses de preparação para fazer uma boa pré-temporada. Já definiríamos com a nova comissão técnica quais jogadores do grupo atual poderiam ficar, onde buscaríamos os reforços, e em quais posições. Também já faríamos os pré-contratos. Tinha alguns nomes na cabeça para ser o técnico. Um deles era o Claudinei Oliveira, que havia sido demitido pelo Atlético Paranaense, e agora acabou acertando com o Vitória. Ele começou a carreira trabalhando com um grupo jovem no Santos. O Claudinei estava no meu planejamento, mas nem sondei ele, pois não tive a resposta positiva do Criciúma. Outro nome seria o Geninho, gostaria de observar de perto o trabalho dele”, conta o ex-diretor de futebol.
De acordo com Rampinelli, na noite desta quinta-feira, o superintendente do Criciúma, Lédio D` Altoé lhe informou que as suas exigências não seriam atendidas, frustrando assim o seu retorno ao estádio Heriberto Hülse neste momento.
“O Lédio me ligou e disse que não teria chance da GA aceitar as minhas condições. Eles devem ter os seus motivos para não aceitar, e também temos que entender. Queria dar uma satisfação para o torcedor, que sempre me pediu para voltar. O torcedor tem que saber que recebi uma proposta e a minha contraproposta não foi aceita. Eu estava aceitando vir para o Criciúma em uma condição que o único a perder sou eu. Pois o torcedor vai querer, no mínimo, que eu suba a equipe, se não subir tudo que eu já fiz vai por água abaixo. Infelizmente, não deu, mas tenho uma admiração muito grande pelo Lédio, pelo Cláudio, e pelo trabalho da GA. Gostaria muito de voltar, de fazer o meu trabalho, se eu seria vitorioso não sei, mas o trabalho seria feito com muito amor e transparência. Minha proposta ainda está de pé”, diz Rampinelli.



