Passo a passo
Criciumense ensina o caminho das pedras para Harvard
André Luiz estudará em uma das universidades mais conceituadas do mundo
Por Redação Engeplus
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Estudar em Harvard, uma das universidades mais conceituadas do mundo, é uma missão quase impossível. Mas esse sonho está bem próximo de ser atingido pelo criciumense André Luiz Domingos, de 31 anos.
Formado em comércio exterior pela Esucri e com MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Domingos irá adicionar a seu currículo o curso de especialização em Negociação e Resolução do Conflito Organizacional, em Harvard.
“A ideia surgiu no início de 2015, quando senti a necessidade de fazer um aperfeiçoamento na minha área, que é negociação e comércio internacional. Trabalho como analista de importação de toda a Rede Angeloni. Pesquisei várias universidades e optei por Harvard. Comecei a ver como se inscrever, e vi que o passo a passo de como entrar lá é bem complicado. Liguei, mandei e-mails e demorei cerca de cinco meses apenas para fazer a inscrição. Isso que eu já dominava o inglês e tinha feito um intercâmbio em 2007, na Nova Zelândia”, conta André.
“Para ter uma ideia, no ano passado, somente 104 brasileiros estudaram em Harvard. Isso entre graduação, especialização, MBA e cursos. Apesar de toda a dificuldade, estou muito empolgado. O curso começa no dia 16 de junho e tem a duração de um mês. Peguei férias e mais uns dias de folga para fazer essa especialização. Depois pretendo fazer um MBA lá também”, completa o morador do Centro de Criciúma.
Entre as celebridades que estudaram em Harvard estão: o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; o ex-presidente dos EUA, George W. Bush, o fundador da Microsoft, Bill Gates; e o criador do Facebook, Mark Zuckerberg.

Passo a Passo
A dificuldade em conseguir informações sobre como entrar em Harvard fez o criciumense lançar a ideia de compartilhar a sua experiência e ensinar o passo a passo para estudar na instituição de ensino americana.
De acordo com André, o primeiro pré-requisito para entrar em Harvard é o domínio da língua inglesa. O exame de proficiência pode ser feito por meio de três testes: TOEFL, TOEIC ou IELTS. “O teste exige uma pontuação muito alta. A prova é muito complicada. Não adianta apenas ser fluente na língua. De 200 questões, é preciso acertar cerca de 80%, em um tempo limite de 2 horas. Em Criciúma, algumas escolas oferecem um curso preparatório. A prova pode ser feita aqui também. Eles ainda pedem informações pessoais e uma carta relatando o motivo de querer estudar em Harvard”, explica.
Em seguida, após fazer a inscrição vem o pagamento e o envio de testes médicos muito rigorosos. Tudo precisa ser feito com, no mínimo, seis meses de antecedência do início dos cursos. “Eles pedem as datas de todas as vacinas. Por exemplo, a de tétano são três doses, e se você não tomou é necessário fazer. São três doses, sendo uma por mês. Então, nisso já vão três meses. Por isso recomendo que aqueles que tenham interesse de ir estudar em Harvard comecem a se preparar com muita antecedência, o ideal seria um ano antes”, alerta Domingos.
Outro processo que demanda bastante tempo é a retirada do visto de estudante, que geralmente é feito em seis meses. “Após a inscrição em Harvard, eles fornecem uma identificação, com senha, onde são informadas todas as pendências e o que já foi preenchido com êxito”.
Nesse ano foram inscritos 31 mil candidatos, de várias partes do mundo, e somente 2,1 mil foram selecionados. Destes, apenas dois são brasileiros. Além do histórico escolar, o principal pré-requisito para entrar em Harvard é ter participado de algum projeto inovador ou ação social.
Para fazer uma graduação em Harvard, o custo também é bastante elevado e varia, dependendo do curso, entre US$ 65 e US$ 90 mil dólares por ano, apenas com a instituição de ensino. O pagamento deve ser efetuado, de forma total, dois meses antes do início do curso.
“A especialização que vou fazer tem a duração de um mês e custou R$ 50 mil, já incluso a hospedagem dentro da Harvard. As aulas serão das 11 às 16 horas. Mas eles já passaram todo o cronograma e ressaltaram que é preciso reservar mais quatro horas diárias para fazer trabalhos. Também indicaram dois livros para ler. As aulas e a prova final serão baseadas nesses livros. Existe também uma cartilha de disciplina”, destaca André.
Para mais informações, os interessados em estudar em Harvard podem entrar em contato com André Luiz pelo Facebook.



