Saúde
Criciumense precisa arrecadar R$ 120 mil para lutar contra a ELA
Doença foi responsável pela morte do comentarista esportivo Milioli Neto no inicio do mês
Por Redação Engeplus
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O criciumense Dalto Pokomaier, de 60 anos, é caminhoneiro de uma transportadora do município onde reside, porém foi afastado do serviço, após ser diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em outubro de 2017.
O filho Wilian da Silva Pokomaier lançou uma campanha na internet, que visa buscar ajuda para o tratamento que existe na clínica Beike Biotechology (Bangkok, Tailândia), realizado com células tronco que visa retardar o avanço da doença. Porém o custo aproximado é de R$ 120mil (incluindo as passagens aéreas). "Nós não temos condições de bancar. Hoje ele está recebendo auxilio doença, pois não pode mais trabalhar devido as dificuldades causadas pela doença", conta o filho.
A doença ELA foi a responsável pela morte do comentarista esportivo Milioli Neto no início do mês de abril.
Sobre a doença
A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa fatal de causa desconhecida que acomete os neurônios motores, responsáveis pelos movimentos voluntários. É caracterizada pela perda progressiva da força muscular, que afeta os movimentos, a fala e a deglutição, causando paralisia. Trata-se de uma doença rara, que atinge cerca de 0,002% da população mundial, e faz parte de um grupo de doenças chamadas doenças do neurônio motor (MDN). Os neurônios motores são os responsáveis pelos movimentos voluntários, ou seja, aqueles que são feitos por vontade própria do indivíduo.
Existem dois tipos de neurônios motores: o superior e os inferiores. No cérebro, o neurônio motor superior envia impulsos elétricos que viajam até os neurônios motores inferiores (localizados ao longo da medula espinhal). Esses impulsos são conduzidos até os músculos, que os transformam em movimentos. Na ELA, esses neurônios são degenerados progressivamente, fazendo com que a pessoa perca a capacidade de realizar movimentos voluntários ao longo do tempo.
Com isso, a pessoa perde o movimento dos braços, pernas e até mesmo da face, chegando ao ponto de não conseguir falar. Apenas os músculos de contração voluntária são afetados e, por isso, o paciente consegue manter as funções do coração, intestino e bexiga normais. Os sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição) também não sofrem alterações e o portador de ELA geralmente não apresenta demência ou outras dificuldades cognitivas. As informações são da Campanha Me ajude a vencer a ELA. Para conferir a campanha é só clicar aqui.



