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Criciumenses no

Criciumenses no futebol da China

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Uma aventura no futebol profissional da China. É o que estão vivendo dois atletas naturais de Criciúma e que até 2007 defenderam o Próspera. O atacante Assis Borracha, 21 anos, e o meia Ricardinho, 23 anos, convivem há cerca de um mês com a cultura oriental, lutando contra dificuldades de comunicação. "Quem nos ajuda é o preparador físico, um nigeriano que serve de nosso intérprete", revelou Borracha.

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Depois de um curto período de adaptação, os dois estrearam domingo com a camisa do Yanbian FC, time da cidade de mesmo nome. Ricardinho deu o passe para o gol da sua equipe, que jogou fora de casa e perdeu por 2 a 1. "É um futebol rápido e que exige muito no preparo físico", comentou Ricardinho. Borracha acrescenta. "A gente treina em dois turnos sempre. E até na véspera do jogo se faz trabalho físico. Quando o jogo é fora, se viaja vários dias antes".

A alimentação é uma barreira que precisa ser driblada. "O arroz não tem sal aqui na China, e a carne vem com muita pimenta", observa Borracha. O atacante diz que quando está em seu apartamento, no mesmo prédio de Ricardinho, é que consegue comer mais de acordo com os moldes ocidentais. "Não gosto muito da comida daqui", diz o meia.

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Apelidado de baby por seus colegas de Yanbian, por ser o mais jovem do time, Borracha quer conseguir tempo para conhecer o País. "Tenho vontade de ir até a Muralha da China, mas não há folga aqui. Se trabalha o tempo inteiro", acrescenta. Sem contato com outros brasileiros em Yanbian, os dois matam a saudade da família via internet. No início da noite, ambos navegam para se comunicar com Criciúma.

"Aqui se joga toda semana. Chegamos e logo fomos a campo", afirma Borracha. Ricardinho confirma que o povo chinês é fanático por futebol. "Nossa torcida é muito grande, exigente e apaixonada". A devoção que os orientais tem pelo esporte do Brasil tem colaborado para a aclimatação dos criciumenses.

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