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Crime na Rocinha: menina levou 11 facadas

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Daniela Niero

Acusado de matar uma adolescente e estuprar outra menina na madrugada do último dia 21, o empresário de Sombrio, S.S., 49 anos, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, estupro, tentativa de estupro, ocultação de cadáver e constrangimento ilegal qualificado.

O inquérito policial foi concluído nesta quarta-feira pela Polícia Civil do Vale do Araranguá. A garota de 14 anos foi morta com 11 facadas por se recusar a manter relações sexuais com o assassino. Em coletiva à imprensa nesta tarde, o delegado Jorge Giraldi classificou o empresário como um psicopata, totalmente desequilibrado. Já as três meninas de Balneário Camboriú estavam pela quarta vez em Araranguá.

Segundo o delegado Ari Riva, depois de passear com as meninas por Criciúma e Araranguá, o empresário teria ido até a região da Serra da Rocinha. No local, ele teria colocado duas meninas no porta-malas do Omega. Uma seguiu no banco caroneiro.

Assim que parou o veículo, o empresário teria colocado a caroneira, de 14 anos, já sem calcinha, encostada no capô. Ela conseguiu se esquivar subindo no carro, mas não evitou o estupro, embora a penetração não tenha sido plena. “Irritado, ele teria ido até o porta-malas e retirado a outra menina de 14 anos”, disse o delegado Ari. Nessa hora, a primeira adolescente aproveitou a distração do agressor para fugir e acionar a polícia.

Assim que o empresário deitou a segunda adolescente no chão, ela teria reagido com socos no seu rosto enquanto ele tirava a roupa dela. Nesse momento, ela conseguiu se virar para tentar fugir, mas recebeu uma facada nas costas. Outros 10 golpes foram desferidos no tórax da menina.

A terceira adolescente, de 16 anos, ficou o tempo todo trancada no porta-malas ouvindo os gritos da amiga. Depois de matar a menina, o empresário teria colocado o corpo no portas-malas e abandonado a terceira acompanhante na BR-101, antes de seguir para Cambará do Sul a fim de ocultar o corpo.

A jovem liberada não chegou a ser estuprada e conseguiu carona na estrada para retornar a Balneário Camboriú enquanto a outra ficou na delegacia prestando depoimento. O empresário nega a participação no crime, embora as roupas utilizadas no dia tenham sido encontradas em uma de suas residências, em Turvo.

(Colaboração: Daniela Niero (JM) e Jotha Del Fabro (Rádio Eldorado)

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