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Crise do Criciúma começou com a saída de Gelson

Por Redação Engeplus

4 min de leitura

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O ano terminou para o futebol. Período propício portanto para as avaliações. Pessoas do Brasil inteiro nos perguntam: “como é que o Criciúma não subiu?”. Nunca se viu nada igual a esta campanha do Tigre. E as verdades podem gradualmente começar a aparecer. Outro dia, o preparador físico Álvaro Andreis revelou que há 12 fatores que justificam o retrocesso do time. Mas seriam fatores de “foro íntimo”.

Oras, o Criciúma é um patrimônio da comunidade, é o nosso cartão de visitas, é a grande instituição do sul de Santa Catarina. Entre os jogadores, uma verdade desse grande pacto de silêncio que reina no vestiário começa a aparecer: não foi a crise que derrubou Gelson. O técnico líder da Série B caiu antes da crise.

Os jogadores sabem, e querem dizer...
Há jogadores doidos para contar coisas internas, de bastidores, que acabaram comprometendo o ano do Criciúma. O Cláudio Luiz já disse que o Gelson não deveria ter saído. O Maurício repetiu outro dia que todos os problemas começaram com a saída do primeiro treinador. Logo, se havia algum planejamento e alguma coesão, ela foi por terra ali. Com o Criciúma líder.

A historinha: café, alimentação, ressaca...
Exemplo de um probleminha do dia-a-dia do Tigre: a delegação chegava a um estádio para reconhecer o gramado. Um dos que ali estava pisava o campo tomando café, muito café, o tempo inteiro. Depois, soube-se o motivo. Sua alimentação não andava lá essas coisas, incompatível com os compromissos da profissão. Faltou alguém para disciplinar isso. Em breve, outra historinha...

Saber correr por fora...
O Criciúma não entrou na Série B entre os melhor cotados. Seu time sempre foi considerado intermediário. Claro que houve os momentos de entusiasmo, mas sempre reconheceu-se limitações no atual Tigre. Porém, houve um auge, uma superação que durou pelo menos um terço do campeonato. O clube pecou ao não agir da melhor forma para manter esse auge.

Qualidade, não quantidade...
Talvez essa seja uma grande lição a se aprender com essa Série B. No momento em que deveriam chegar os três reforços de peso para equilibrar o time que, ainda com Gelson, começava a entrar em crise, em vez disso derrubou-se o técnico e vieram onze jogadores de qualidade duvidosa. Deu no que deu. No auge, o Criciúma precisava de mais qualidade, e não quantidade.

Depois, é fácil...
Eu sei que depois do acontecido, é fácil teorizar. Mas quem vive a rotina do clube sabe disso tudo na pele, e tem a obrigação de aprender com isso. No momento em que Gelson saiu, havia tempo para a recuperação. A base era boa. O Tigre tinha espinhal dorsal: Zé Carlos, Cláudio Luiz, Alex Sandro, Elizeu, Luiz André, Maurício... Lembram? Desaprenderam? Não.

Quem roeu a corda?
À boca pequena, jogadores contam a íntimos que faltou apoio da direção, faltou compreensão, envolvimento. Também à boca pequena, dirigentes contam a íntimos que jogadores perderam o foco e “perderam-se” em comportamento, disciplina, empenho. Em quem acreditar? No torcedor, que esteve sempre ao lado do Criciúma. E deverá estar em 2008.

Sócios, continuem...
A direção fez um esforço tremendo para manter salários em dia, dar condições de trabalho, e tirando os equívocos nas contratações, a falta de iniciativas mais enérgicas em momentos cruciais, os dirigentes fizeram um bom trabalho. A campanha de sócios foi positiva, mas precisa continuar. O clube peca ao não fazer um trabalho de manutenção. Mesmo assim, sócios, continuem!

Craque do Jogo...
As equipes esportivas de rádio escolhem sempre os craques de cada jogo. Na Rádio Eldorado, eis o placar da Série B no Criciúma: Cláudio Luiz (6 escolhas), Zé Carlos e Elizeu (4 escolhas), Odair, Maurício, Luiz André e Basílio (3), Alex Sandro, Kélson, Uendel e Jean Coral (2), Clodoaldo, Adams, Mateus e Sílvio Criciúma (1 escolha). Isso diz tudo?

Quase...
Quase diz tudo. Cláudio Luiz foi realmente o melhor jogador da temporada do Tigre. Alguém discorda? Firmou-se como zagueiro vigoroso, embora tenha também vivido altos e baixos. Zé Carlos e Elizeu vêm logo após. Correto. Enquanto o time foi bem, os dois foram ótimos. Com o time mal, ainda oscilaram boas e más atuações. O resto? Quase nada a declarar.

Enquanto isso...
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Até a próxima!

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