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Crônica do Didé: Copa do Brasil e o sonho no dia dos 30 anos

Por Mateus Mastella

3 min de leitura

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Foto: Celso da Luz/CEC

Era domingo, 2 de junho de 1991. Estádio lotado, muita festa, clássico interestadual, final de um torneio nacional, Santa Catarina no topo do futebol brasileiro. Um time forte e, principalmente, unido; um técnico vencedor que viria a ser campeão do mundo com a Seleção Brasileira, o tal do Luiz Felipe Scolari, ou o Felipão, como preferirem!

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O jogo naquela noite foi o de menos. Nenhuma das duas equipes fez gols e o time de Santa Catarina se sagrava o campeão nacional, levando título inédito e máximo para o futebol do Estado até os dias de hoje.

Graças ao gol fora de casa, o regulamento ajudou. No ano seguinte, pela primeira vez, Santa Catarina iria disputar uma competição na América do Sul, cravando o passaporte para fora do país.

De lá até os dias de hoje torcedores do Criciúma, nascidos ou não naquela época, assim como os que eram crianças pequenas, se juntam em uma nostalgia coletiva a cada ano que se passa. E essa glória vivenciada há 30 anos não se repete.

Luiz Felipe Scolari, Grizzo, Jairo Lenzi, Vilmar, Soares, Roberto Cavalo, Alexandre, Evandro, Wilson, Itá, Sarandi, Altair, Gélso, Zé Roberto....

São nomes louváveis que, por 30 anos, o torcedor sempre relembra, levando-os a pedestais mais altos e merecidos. Eles realmente são eternos.

Hoje, 30 anos depois, o time que levou Santa Catarina ao maior patamar do futebol brasileiro se encontra em um de seus piores momentos da história chegando ao segundo escalão do Estado, e com uma missão difícil para honrar os 30 anos do título da Copa do Brasil: vencer a partida desta noite, pela mesma Copa do Brasil.

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Pela primeira vez, o Criciúma vai jogar pela Copa do Brasil no aniversário da conquista. Seria uma boa superstição!?

América Mineiro, semifinalista da última edição, vem com um time forte e entrosado, assim como um folclórico técnico, o tal do Lisca, que passou aqui em 2018.
Difícil é jogar com a equipe mineira, que sempre deu trabalho. Faz eras que o Criciúma não vence eles.... e apenas dois motivos levam a crer que possam existir a possibilidade da classificação: Paulo Baier e 30 anos do título.

Que o primeiro vibre o jogo todo e faça o time render o que nunca renderia em circunstancias normais. O aniversário, por sua vez, que sirva de motivação e que pese a obrigação de vencer e fazer o impossível em nome dos 30 anos do título mais importante do estado.

O sonho continua. Ano após ano vai continuar e, para isso, é preciso ter pessoas que amem o clube lá dentro, assim como profissionais competentes e que queiram sair de campo sujos, com calções rasgados ou enlameados. Assim como uma técnica digna daqueles que se divertem em campo, além de, claro, um entrosamento a níveis telepáticos.

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