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Crônica do Didé: o relaxamento de quem joga melhor custa caro; uma derrota

Por Mateus Mastella

3 min de leitura

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Foto: Celso da Luz/CEC

No futebol, sempre existe a máxima de que o melhor em campo vence.

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Existem as exceções. Estas abrem para um grande jogo de quatro gols em uma noite de segunda-feira. Infelizmente, o resultado não foi positivo; já o rendimento, sim.

O jogo foi disputado em um típico estádio com banco de reservas composto por assentos à lá A Praça é Nossa e cadeiras de plástico, tudo junto, futebol raiz. O campo de baixa qualidade, com a grama verde e marrom, misturadas, mas que não demonstravam prejudicarem o bom futebol do Criciúma apresentado, principalmente, no segundo tempo.

O início do jogo parecia aquecimento, com as equipes guardando o melhor para depois, apenas tentando um lance aqui, um lance ali. Mas foi o Botafogo de Ribeirão Preto que aproveitou o ainda então “aquecimento” do Tigre.

O primeiro gol da partida foi contra, em um chute rasteiro de Neto Pessoa, tentando a sorte de aparecer alguém da sua equipe. Porém a sorte adversária foi maior com Marcel, ao tentar interceptar o cruzamento, mas falhou: gol contra.

A reação Carvoeira não foi possível e o ritmo continuou igual. Em uma bola parada surgiu o segundo gol: Rodrigo Ferreira marcou um golaço de falta, com a bola muito forte para o goleiro Gustavo, 2 a 0 Botafogo.

“Olho por olho, dente por dente” foi a resposta à altura do Criciúma que, três minutos depois, em bola parada, fez um espelho no adversário, marcando também de falta, com Felipe Mateus.

Instantaneamente o Criciúma reagiu, buscando o segundo gol a todo custo, mas a busca ficará para o segundo tempo.

Voltando do vestiário, o ritmo era o mesmo do tempo anterior, só dava Criciúma a cada lance. O torcedor chegou a imaginar que era só questão de tempo para empatar e virar.

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O merecimento foi visível, pois um Criciúma superior foi visto em campo no segundo tempo inteiro, que só não marcou por heroicas defesas de Igor Bohn, que salvou, e muito, o time paulista: o dia era dele.

Maranhão, Marcão e Gabriel Henrique entraram para o jogo e mostraram o valor de uma substituição, melhorando o ataque Carvoeiro ainda mais. Gabriel Henrique até ousou ao driblar os marcadores adversários no meio campo parando em falta sofrida.

E assim seguiu o jogo, atacando, atacando e nada de empatar a partida. O ex-técnico do Criciúma e adversário da noite, Argel Fucks, até reclamou dos 5 minutos adicionais, mas no fim foi ele quem se beneficiou disso tudo...

... 48 minutos, ataque do Botafogo, com Rodrigo Tavares matando o jogo em um contra-ataque e vencendo uma contraditória partida em que o melhor em campo não venceu.

A difícil sequência de jogos fora de casa começou mal, porém, com futebol que dá gosto de ver, e um Criciúma que não desiste com seu DNA já recuperado, dá motivos de sobra para o torcedor crer que é possível pontuar na próxima rodada.

A semana em São Paulo começou nessa segunda, com derrota, e seguirá com treinos e toda uma preparação para enfrentar o Mirassol no sábado. O objetivo é simples, conquistar a primeira vitória fora de casa depois de quase um ano, e que o Tigre possa voltar a dormir em breve, em seu habitat natural: a liderança!!!

E para voltar a vencer e reassumir a liderança, é preciso manter o ritmo, não entrar em campo de forma sonolenta e muito menos relaxar no começo até incendiar a partida, pois o relaxamento custa muito caro!!!

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