Curta-metragem criciumense é selecionado no Prêmio Catarinense de Cinema
Projeto será financiado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC)
Por Marcelo De Bona - marcelodebona@engeplus.com.br
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O projeto do curta-metragem criciumense, Domingos Bugreiro, foi aprovado no Prêmio Catarinense de Cinema. O filme, baseado no conto de Leandro de Bona Dias sobre o massacre de colonos e nativos da tribo Xokleng em Santa Catarina, foi roteirizado por Sander Hahn.
Selecionado entre mais de 70 projetos de várias cidades do Estado, o curta-metragem Domingos Bugreiro será produzido com recursos da Fundação Catarinense de Cultura (FCC). “É muito gratificante, e vem num momento importante para nós. Sempre acreditei que seríamos contemplados com o edital. O roteiro, baseado no conto, é muito bom, é forte e polêmico. Tem tudo a ver com as coisas do nosso Estado. Ganhamos um empurrão enorme. Quando o curta estiver pronto nós poderemos encaminhar para os grandes festivais, sem medo.”, comenta Sander.
Lançado no início deste ano, o Prêmio Catarinense de Cinema distribuirá cerca de R$ 3,4 milhões para realização de um projeto de longa-metragem de ficção, dois telefilmes de documentário, uma obra seriada de ficção ou documentário e 12 curta-metragens de ficção ou documentário. O prazo pra entregar o filme, depois de assinado o contrato, é de 12 meses.
Com o investimento do governo estadual no projeto Domingos Bugreiro, Sander acredita que o Polo Cinematográfico de Criciúma (PCC) ganhará ainda mais força e credibilidade. “Após esse reconhecimento, as pessoas vão acreditar mais no nosso potencial e nos ajudar. Agora, por exemplo, estamos buscando apoio para rodar o nosso outro curta, O Empresário do Ano, que tem argumento de Marcelo Zapellini, e foi roteirizado por ele, por mim e pelo Leandro. Aposto também neste filme. Vai ser um sucesso”, projeta.
Sinopse de Domingos Bugreiro
Interior de Santa Catarina, década de trinta. Uma família de colonos vive sua rotina de trabalho em sua propriedade quando é vítima de um massacre. Passados trinta anos, o único sobrevivente, Antônio, atormentado por lembranças sai em busca de vingança. Mesmo alertado pelo seu tio Olavo de que não deve remexer o passado, Antônio decide enfrentar o homem que matou sua família: Domingos Bugreiro, famoso por ter dizimado muitas famílias de colonos e nativos da tribo Xokleng, conhecidos pejorativamente como bugres.
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