Tranquilidade
Da crise à alegria: o espírito sereno do presidente Valter Minotto
Presidente mantém os pés no chão em meio a euforia da vitória de ontem
Por Mateus Mastella
2 min de leitura

No dia 3 de janeiro, Valter Minotto foi empossado presidente do Criciúma Esporte Clube. Deixando a diretoria financeira, assumiu o comando do clube com um mandato-tampão válido até o fim de 2025. Até aí, nada fora do comum. No entanto, nos bastidores, enfrentava uma intensa movimentação política sobre quem assumiria o Conselho Deliberativo.
Dentro de campo, o cenário também era de mudanças: troca de comando técnico, reestruturação na diretoria de futebol e a chegada de reforços. Apesar dos esforços, o time chegou a ocupar a 19ª colocação na tabela — à beira da lanterna — e tinha pela frente o Paysandu, em um confronto decisivo. Uma derrota poderia ser desastrosa.
Mas o destino virou. Vieram vitórias consecutivas, o Criciúma subiu posições rapidamente e hoje está em sexto lugar, a apenas dois pontos do G4.
Em meio a esse turbilhão, Minotto manteve-se firme. Não se abalou com as críticas no pior momento, tampouco se vangloriou com os bons resultados. Assumiu a bronca com sobriedade. É verdade que, por vezes, tem dificuldade com as palavras — ele mesmo reconheceu isso —, mas ele mesmo já admitiu que segue firme até o último dia de gestão.
É claro que houve erros, principalmente na condução da saída do ídolo Éder, mas o tempo não volta.
Pode ser que, ao ler este texto, alguns partam para a crítica, enquanto outros concordem com o raciocínio. Isso faz parte. O ponto é: quando o time estava à beira da lanterna, a culpa foi atribuída ao presidente. Então, agora que o clube está reagindo, os méritos também precisam ser reconhecidos.
Guto Silva, Clementino Bolan e Deoclésio Pavei também são figuras fundamentais na direção atual e fazem parte deste acerto, principalmente Guto e Bolan que trouxeram Ítalo Rodrigues; depois, Eduardo Baptista.
A história mostra. Anselmo, em 2021, teve seus méritos. Guedes, de 2022 a 2024, também teve. E Minotto, em 2025, não terá os seus? Parabéns, presidente. Como bem disse o fanático torcedor Patrick — e faço aqui questão de replicar: o mérito também é seu.



