Em primeira pessoa
Da fila até a bomba de combustível, a demora de 29 minutos
Na hora de abastecer, não tinha mais gasolina comum
Por Redação Engeplus
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Saí do meu trabalho, no bairro Santo Antônio, com um objetivo só: abastecer o carro, já que o tanque estava na reserva. Em outros dias, nem dá para chamar isso de objetivo, mas nas últimas horas, com a paralisação dos caminhoneiros e a falta de combustível no posto, conforme está informando em tempo real o Portal Engeplus, todo mundo quis garantir o seu. Fui até o banco para sacar dinheiro e peguei um congestionamento, próximo ao Hemosc, por causa de dois postos de combustíveis: um deles não tinha mais gasolina, enquanto no outro a fila era gigante.
Continuei o meu trajeto, fui até em um banco do centro, saquei o dinheiro e depois comecei o martírio: ir abastecer. Como sou cliente do posto em frente à rodoviária, resolvi ir ali. Logo após a passar a sinaleira do Terminal Central, já percebi que iria demorar.

A foto acima demonstra como estava o trânsito no horário que eu cheguei e era, então, naquele momento, o último da fila. O relógio apontava 14h36min e resolvi cronometrar quanto tempo demoraria. Dez minutos depois, andei menos de 150 metros e a fila mal parecia andar. Alguns carros desistiram e seguiram outro rumo. “Não dá, tenho pressa, vou tentar arriscar”, disse um dos motoristas que estavam atrás do meu carro.

Às 14h56min, estava em frente ao Hotel Interclass e ainda tive que usar da paciência e esperar. Quando estava no meio da fila, veio um homem, que era do posto, para fazer propaganda do produto. Ele foi entregando um panfleto com algumas propagandas e assim seguiu até o último automóvel que estava esperando.

Quando foi 15h05min, chegou a minha vez de abastecer. O frentista me reconheceu, já por ser cliente, e disse que a gasolina comum tinha acabado. Só tinha a aditivada, no valor de R$ 4,49. Além disso, cada automóvel só poderia abastecer 30 litros para atender uma demanda maior de cliente e o tanque mal passou da metade (foto abaixo). Coloquei o que tinha direito até por precaução. Na hora de pagar, perguntei ao caixa se o movimento estava o dia inteiro e disseram que não parou em nenhum momento. “Olha, do jeito que está, não dura três horas para acabar tudo”, disse, preferindo não se identificar.




