Dança das cadeiras: Valter Minotto assume presidência do Criciúma

Vice-presidente financeiro assume a posição deixada por Alexandre Farias

Dança das cadeiras: Valter Minotto assume presidência do Criciúma
Foto: Criciúma/Divulgação

Segue a dança das cadeiras no Criciúma. Desde a renúncia de Vilmar Guedes, em 5 de dezembro, o clube vai para o seu segundo presidente, já que Alexandre Farias renunciou nesta sexta-feira, dia 3. O nome da vez é Valter Minotto, então vice-presidente Financeiro.

“Estamos finalizando a montagem da diretoria que vai compor o nosso grupo de trabalho para 2025 e prontamente encaminharemos ao Conselho para validação e chancela dos nomes, e assim seguiremos até o final do mandato em 31 de dezembro deste ano”, afirmou.

A ascensão de Minotto ao cargo é tratada como uma grande reviravolta nos bastidores do clube, que tem eleição para vice-administrativo marcada para o dia 15 de janeiro. A expectativa era que o novo presidente do Tigre fosse o vencedor desta eleição, conforme o estatuto. Agora, com a interinidade de Valter Minotto oficializada, o vencedor do pleito atuará justamente no cargo para o qual será eleito e o Conselho Deliberativo convocará outra eleição, desta vez para escolher um vice-financeiro.

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Renúncias

A renúncia de Farias era outra informação esperada, já que ele foi eleito presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e pretende se dedicar exclusivamente a este cargo. Ele é o 6° presidente consecutivo a renunciar o cargo no Criciúma, o 9º na era pós Comerciário. O primeiro foi Milton Carvalho, na gestão 1995-1996. Depois dele, Joacir Scremin (96-98) renunciou e foi criado um Conselho de Administração responsável por indicar ao cargo Voimer José Conti. Conti ficou um ano e indicou Cláver Luiz Vieira (1999-2000), que renunciou e deu fim ao Conselho de Administração. Na sequência, Moacir Fernandes foi eleito e seguiu no clube entre 2000 e 2007, sendo o último a deixar o cargo sem renunciar.

A sequência de renúncias consecutivas começou em 2009, com Edson Roberto Búrigo, e seguiu com Antenor Angeloni, Jaime Dal Farra, Anselmo Freitas, Vilmar Guedes e agora Alexandre Farias. Recentemente, o Conselho Deliberativo discutiu medidas para dificultar a prática, inclusive ponderando sobre a possibilidade de tornar inelegível por dez anos ocupantes de cargos eletivos que escolherem renunciar. A discussão avançou, porém foi aprovada a inelegibilidade de cinco anos. A lei não engloba aqueles que administraram o clube antes de Vilmar Guedes.

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