Por Redação Engeplus
Em
Especial - Felipe Rodrigues
Imagine ter um caderno que o possibilite matar qualquer pessoa apenas escrevendo seu nome nele e imaginando o rosto da vítima. Imediatamente vêm à mente ideias individualistas, como resolver desavenças antigas ou problemas pessoais, como forma de eliminar pessoas com quem já tivemos algum tipo de problema um dia. Agora imagine um poder desse nível nas mãos de um adolescente traumatizado pela morte da mãe.

É exatamente disso que se trata o filme Death Note, traduzido ao pé da letra Caderno da Morte, inspirado no mangá e anime que carregam o mesmo título. Tudo começa em mais um dia normal na vida de Light Turner (Nat Wolff), quando um caderno antigo curiosamente cai do céu. Ao ler as regras de uso do objeto, o garoto descobre que aquele caderno pertence a um shinigami: um deus da morte que o convence a usar o caderno para matar o assassino de sua mãe.
O jovem acaba tomando gosto pela coisa e em seguida decide punir todos os criminosos que puder, controlando a pessoa por até 48 horas e ainda decidir a causa de sua morte. Light se torna uma espécie de “herói” ao redor do mundo.
Não demorou muito para que chamasse a atenção do FBI e Interpol, que convocaram o detetive L (Keith Stanfield) para deter o assassino em série/herói agora conhecido como Kira.
A mais nova produção da Netflix vem causando muita polêmica entre os fãs tanto do anime quanto do mangá. O maior motivo das reclamações é a descaraterização dos personagens. Temos a todo tempo um Light que vive perdendo o controle e dando “piti” por qualquer coisa, algo que o personagem costuma não fazer na obra original. Sem falar de um L mal interpretado e extremamente emotivo, totalmente o contrário do gênio sem emoções que realmente é na história original.

Nada contra publicar algo em uma mídia diferente para que outro público tenha acesso à história, porém quando se altera demais os pontos chaves que tornam a coisa interessante, isso acaba fazendo com que toda a história perca sua essência. Por pouco, isso quase aconteceu nesta adaptação.
Um dos poucos pontos altos do longa são as cenas das mortes com os “acidentes” muito bem feitos, sem parecerem forçados demais. Outro ponto alto é a excelente atuação de Willem Dafoe como Ryuk, o shinigami que deu o caderno a Light.

Como filme, o longa não é ruim. É um pouco fraco tanto de roteiro - que também dá seus tropeços - como em adaptação, que decepcionou muitos fãs. Toda a parte de como usar o poder do caderno para ajudar os outros sem enlouquecer foi esquecida, tirando assim boa parte do drama que a trama poderia proporcionar.
Porém se você nunca viu nada sobre Death Note antes, este é um jeito bem interessante de começar. O filme resume uma boa parte da história. E por favor não escreva meu nome em seu caderno da morte.


































