CRICIÚMA
Defesa Civil fecha Rua Araranguá no final deste mês
Técnicos da ASTC avaliam impactos e recomendam vias alternativas
Por Redação Engeplus
3 min de leitura

ESPECIAL / Nei Manique
Adiado para 2017 como parte da ampliação do canal auxiliar, o fechamento da Rua Araranguá ocorre no final deste mês para a demolição da ponte sobre o Rio Criciúma. O bloqueio deve durar três meses e acata "situação de risco" formulada pela Defesa Civil de Criciúma. "Estamos nos antecipando à temporada de pancadões", esclareceu há pouco a coordenadora Ângela Mello.
"O período de novembro a janeiro é sempre crítico na nossa região com chuvas fortes nos fins de tarde", lembrou ela. "A ponte atual é um gargalo e bastam 30 mm de precipitação para que o rio ali transborde. Choveu menos no temporal de domingo passado e já transbordou. Então vamos nos antecipar e evitar o pior com um decreto do prefeito de interdição da rua."
LEITO REBAIXADO
O adiamento da demolição da ponte para 2017 fora provocado por uma tubulação do sistema de esgoto sanitário da Casan. O interceptor, como é tecnicamente denominado, acompanha a Rua Araranguá até o final e responde pela descarga dos efluentes da região central da cidade. Com a implantação do canal, o leito do rio ficará 1,6 metro abaixo da tubulação.
"Em condições normais, o rio fluirá por baixo", avaliou o secretário de Infraestrutura, José Sérgio Búrigo, "mas não podemos correr riscos. Por isso, a opção será ´envelopar´ o interceptor para preservá-lo em caso de alguma enxurrada. Vamos deixá-lo bem encaixado dentro das aduelas até que a Casan conclua o novo interceptor à margem do rio no próximo ano."
A nova ponte terá quase 12 metros de largura, equivalente à soma das quatro aduelas implantadas no local pela empresa Setep. Duas, ao centro, recebem o rio. As outras, uma em cada margem, compõem o novo trecho do canal auxiliar até a Rua Wenceslau Braz, no bairro Operária Nova. A obra é financiada pela Caixa em R$ 7,2 milhões.
MUDANÇA NO TRÂNSITO
O fechamento da rua está agendado para a tarde de sábado, dia 29. A partir daí, somente moradores poderão transitar nas proximidades. Pelos estudos de impacto dos técnicos da ASTC, as alternativas para motoristas que se deslocam entre o Centro e o distrito de Rio Maina e Siderópolis e Nova Veneza serão as Ruas Anita Garibaldi e José do Patrocínio e a Avenida Álvaro Catão.
Outras ruas da região central da cidade também serão impactadas, como a João Pessoa, no bairro Vera Cruz, e a Fiúza da Rocha, no Lote Seis. Para atenuar o bloqueio da Rua Araranguá, acrescentou o secretário, a Travessa Vitório Serafim - ao lado do campus do Senac - será liberada no feriado de 15 de novembro.
LEIA TAMBÉM
Fim do canal auxiliar na Rua Araranguá fica para 2017



