Defesa do namorado de Joviana Iankovski se manifesta e nega que família tenha tentado acobertar crime

Vítima foi encontrada morta e enrolada em cobertores no quarto do investigado

A defesa do namorado de Joviana Evelyn Iankovski, que confessou ter matado a estudante de Ciências Biológicas, se manifestou sobre o caso nesta quinta-feira, dia 13. Em nota, os advogados Jardel Soares Luciano e Emanoela Costa da Silva reforçam que não houve ação dos familiares do investigado para esconder o crime, apontam o sigilo nas investigações e argumentam que seguirão atuando de maneira técnica no processo.

A jovem, de 19 anos, foi encontrada morta na última segunda-feira, dia 10, na casa do namorado, de 21 anos, no bairro Santa Apolônia. No dia 6 de agosto a estudante informou que sairia com o companheiro e depois iria para a residência dele. Ao longo do fim de semana, familiares desconfiaram que mensagens encaminhadas pela vítima não foram escritas por ela, por incoerência nas respostas.

No boletim de ocorrência, a Polícia Militar (PM) também informou que a mãe da jovem relatou que familiares do investigado apresentaram informações desencontradas sobre o seu paradeiro. Foi quando ela decidiu fazer uma denúncia pelo desaparecimento da filha.

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Conforme a defesa do namorado, além do autor confesso do feminicídio, moram na casa a mãe e a avó dele. Elas, apontam os advogados, não participaram de tentativas de ocultação ou acobertamento do caso.

Jovem recebeu um golpe mata-leão e ficou três dias no quarto do namorado até ser encontrada morta. (Foto: Redes sociais | Reprodução)

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“Na rotina da residência, havia circunstâncias que contribuíram para que, naquele momento, não houvesse qualquer razão concreta para que familiares suspeitassem do que havia ocorrido. Entre elas, estão a dificuldade auditiva da mãe, circunstância de conhecimento público, e o fato de [nome do suspeito] permanecer com o quarto fechado durante períodos de descanso, comportamento que já fazia parte de sua rotina habitual”, diz a nota.

No texto, a defesa do namorado de Joviana informou ainda que foi a família quem encaminhou o investigado para a delegacia. “Esse comportamento, por si só, demonstra a postura adotada pela família diante de uma situação extremamente grave e inesperada: não houve fuga, ocultação ou qualquer iniciativa destinada a impedir a atuação das autoridades. Ao contrário, houve a procura imediata da autoridade policial tão logo os familiares tiveram conhecimento dos fatos”, completa.

Por fim, a defesa ainda afirmou que agirá obedecendo o sigilo do processo para preservar informações que não podem ser expostas publicamente, especialmente aquelas que dizem respeito à intimidade dos envolvidos.

“A defesa reafirma, por fim, que não pretende transformar a dor de nenhuma das famílias em objeto de disputa pública. Seu compromisso é exclusivamente com a verdade dos fatos, com o respeito às instituições e com o exercício legítimo da defesa, permitindo que as autoridades competentes realizem seu trabalho e que as conclusões sejam alcançadas a partir das provas produzidas regularmente”, diz a nota.

Ao apresentar detalhes sobre o caso, o delegado Murilo Silveira da Cunha, responsável pelas investigações, não apresentou suspeitas sobre os familiares. O autor confesso do crime responderá por feminicídio com aumento de pena por dificultar a defesa da vítima.

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Joviana Iankovski.

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