Delegados federais estarão mobilizados em todo o país em defesa da categoria
Iniciativa será realizada na sede da Polícia Federal, em Brasília. Delegados de Criciúma apoiam o movimento
Por Redação Engeplus
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Delegados Federais de todo o país realizarão nesta quarta-feira, dia 6, um ato de desagravo denominado de: Deixa a PF trabalhar. A iniciativa, que será realizada na sede da Polícia Federal, em Brasília (DF), às 13h30min, é contra os cortes no orçamento da PF pelo Governo Federal e a ação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que tem dificultado a atuação da instituição nos inquéritos policiais da operação Lava Jato que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Conforme o delegado da Polícia Federal de Criciúma, Nelson Luiz Confortin Napp, os delegados do município apoiam o movimento, que irá se concentrar na capital federal e tem como intuito chamar a atenção para a autonomia dos delegados nas investigações de crimes organizados e a dificuldade que os profissionais enfrentam nos inquéritos policiais da operação Lava Jato.
Nenhum serviço será interrompido na região. A Polícia Federal de Criciúma atende 39 municípios do Sul do Estado, de Capivari de Baixo até Passo de Torres. A Polícia Federal de Criciúma conta com cinco delegados, sendo que na próxima semana mais um profissional integrará a equipe.
Para a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), é preciso que exista respeito mútuo entre Ministério Público e Polícia Federal, para trabalhar em conjunto. Se faz necessária ainda que o Ministério da Justiça atue com a finalidade de garantir as prerrogativas constitucionais da Polícia Federal.
Nas últimas semanas, os delegados federais vem se mobilizando por todo o Brasil em busca de mais autonomia para investigar crimes organizados, notadamente corrupção, desvio de recursos públicos e crimes financeiros. As manifestações estão acontecendo, nas capitais, em frente às superintendências regionais e, nos municípios, em frente às delegacias, por meio de atos que pedem apoio à campanha nacional da categoria por Mais Autonomia para a Polícia Federal.
Divulgação - O presidente da ADPF, Marcos Leôncio, diz que a intenção dos atos públicos é tornar a campanha Deixa a PF trabalhar de conhecimento de toda a sociedade.
“Queremos que a PF tenha mais liberdade para trabalhar, mais orçamento, melhores condições de trabalho, mais pessoal e mais tecnologia. Precisamos que a população ‘apoie essa ideia’, para que pressionem os poderes da República com o objetivo de permitir à Polícia Federal com ainda mais sucesso combater a corrupção e o crime organizado”, comenta.
Dificuldades – Apesar dos bons desempenhos em operações como a Lava Jato, a Polícia Federal tem enfrentado, em 2015, dificuldades com a restrição de recursos e a desvalorização dos seus profissionais.
O orçamento de 2015, por exemplo, vem sofrendo com contingenciamentos, o que causa prejuízos aos trabalhos da Polícia Federal, como no caso dos policiais da operação Lava Jato que estão com um atraso de dois meses nas suas diárias, além de unidades da Polícia Federal com aluguéis atrasados pelo país.
Os delegados federais defendem mudanças no Decreto 7.689, de 2 de março de 2012, que estabelece, no âmbito do Poder Executivo federal, limites e instâncias de governança para a contratação de bens e serviços e para a realização de gastos com diárias e passagens, para desburocratizar as operações e investigações na Polícia Federal.
A categoria também ressalta que o efetivo policial da PF é o considerado ideal para a década de 70, e já não atende as demandas atuais da instituição.
Colaboração: Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal






























