Desabamento que
Desabamento que matou quatro pessoas completa cinco anos
Por Redação Engeplus
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Há exatos cinco anos o prédio dos Correios no Centro de Içara vinha abaixo. Na tragédia quatro pessoas morreram, 10 ficaram feridas e dezenas sofrem os abalos psicológicos que o tempo não apaga.
“A sensação é de impunidade. Num país onde a impunidade prevalece e premia os injustos com fama e mídia, esperar por solução deste caso é como ter vergonha de ser honesto”, afirma o jornalista Emerson Teixeira. Seu irmão Odilon trabalhava separando cartas no dia do acidente. Ele teve a ponta de três dedos amputados. Nivaldo Fernandes, empresário de Içara, era atendido pelo funcionário no momento do desabamento e foi um dos que morreu soterrado.
“O que separou ele da morte foi um balcão de 30 centímetros. Meu irmão sofreu muito. Até hoje não assiste cenas de terremoto, não entra em elevadores e garagem subterrâneas”, conta Emerson. Segundo o jornalista o que mais sofreu com o ocorrido foi seu pai que faleceu um ano após, vítima de câncer.
O sobrepeso e material usado na construção foram apontados pela perícia como as causas da tragédia. Das pessoas indiciadas pela polícia, duas foram absolvidas pela justiça e o engenheiro responsável pela obra condenado. M.P recorre da sentença - prestação de serviço comunitário e indenização as vítimas e descendente direto das vítimas mortas - em liberdade.
(Fotos: Guto Kuerten/ Arquivo Jornal da Manhã)



