Descaso com
Descaso com um dos cartões postais da cidade
Por Redação Engeplus
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Um dos principais pontos de visitação em Criciúma, a Praça do Congresso, está com mau cheiro, água do lago turva e os animais passando fome. Quem mora nos arredores reclama do descaso com o local que já dura meses.
A educadora Soraia Naspolini mora na região e afirma que há muito tempo não vê ninguém limpando a área, e pior, alimentando os peixes e as tartarugas do local.
“A gente fica preocupada porque além da água estar muito suja nos últimos dias, há meses não se vê alguém dando comida para os bichinhos. Na semana passada, as tartarugas não tinham nem as pedras que elas costumam tomar sol devido a quantidade de chuva. Alguém deveria cuidar daquele espaço. É um local público”, explica a moradora.
A funcionária do estacionamento rotativo, que prefere não ser identificada, conta que desde que trabalha no local, há oito meses, nunca viu alguém dando comida aos animais do lago da Praça do Congresso.
“Trabalho meio período, mas em oito meses nunca vi comida para os peixes e tartarugas”, reforça a trabalhadora. As pessoas que circulam nas proximidades do lago sentem o cheiro forte da água parada e suja.
Sem projeto
De acordo com a Secretaria de Obras de Criciúma, a prefeitura não possui nenhum projeto de manutenção da fauna do local e por isso, não existe um funcionário específico para tratar os animais.
“Os animais são colocados ali pela comunidade, gente que compra tartaruga não quer mais e solta na Praça do Congresso. Inclusive os peixes são soltos pela população”, afirma o secretário de obras, Mauro Sônego.
Bombas
A água parada, suja e com mau cheiro do lago da Praça do Congresso será sanada nos próximos dias, segundo o secretário de obras. Desde o Natal, as bombas que oxigenam a água do lago, estão queimadas.
A revitalização da iluminação do local iniciou faz poucos dias e a parte de cabos e tubulação faz parte do projeto que dará cara nova à praça.
“Já começamos a revitalização da iluminação. Muito em breve as bombas estarão funcionando e trocaremos a água do lago. Os aparelhos estragaram porque estavam precisando de reparos. Foi uma espécie de pane geral. Faremos tudo através do projeto Reluz”, afirma Sônego.
A última vez que a água foi trocada foi em dezembro do ano passado.
(Texto/Colaboração: Karina Farias/Diário de Criciúma)



