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Desconforto entre o Procon e Sindicato dos Bancários de Criciúma

Por Redação Engeplus

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Uma orientação passada aos bancos de Criciúma e região pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) está causando desconforto entre o Procon e o Sindicado dos Bancários de Criciúma. Por sugestão do MPT, os bancos estão mantendo apenas 15 usuários no espaço de atendimento interno, e os outros usuários aguardam fora do banco, como forma de prevenir a proliferação do vírus H1N1.

Além desta medida, o MPT sugere que se faça a imunização dos funcionários das 91 agências bancárias, cooperativas, factorings e financeiras da região, afastamento dos empregados que apresentarem sintomas de qualquer gripe em até 15 dias, remanejamento para atividades internas das empregadas gestantes, empregados com sensibilidade imunológica como cardíacos, com problemas pulmonares, diabéticos e obesos mórbidos.

O Procon de Criciúma alega que os clientes estão ficando na rua um tempo maior do que o permitido para filas (de 20 minutos em dias normais e 30 minutos em dias de pico). "Nesta segunda-feira tivemos muitas reclamações dos usuários dos bancos. O Procon está pedindo que o atendimento seja feito normalmente, pois não é uma decisão judicial que eles têm em mãos. É apenas uma recomendação do Ministério Público do Trabalho", afirmou Nadir Zapelini, advogada do Procon. Conforme Nadir, uma senhora de 60 anos não teve o atendimento prioritário porque já existiam 15 pessoas na agência. "O Procon está lavrando auto de constatação e depois vamos abrir processo administrativo para ver se é o caso de multar as agências", ressaltou a advogada.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Criciúma e região, Ronald Pagel, acredita que este é um caso de excepcionalidade. “Nós conseguimos proteger nossos usuários e funcionários com essa medida, que foi decidida juntamente com a Vigilância em Saúde e o MPT, e agora o Procon está seguindo na contramão do processo”, explicou Pagel. Ele ressalta que, ao invés de multar os bancos, o Procon poderia orientar as pessoas de que o risco de contaminação do vírus H1N1 é menor caso não exista aglomerações. “As pessoas não estão ficando sem atendimento, elas estão apenas para fora das agências. É preciso que o Procon oriente essas pessoas de que a medida é necessária, já que tivemos mais de 50 mortes por gripe A em Santa Catarina”, avalia Pagel.

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