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Sabor amargo

Despedida com sabor amargo: Dal Pozzo lamenta curto período no comando do Criciúma

“Meus trabalhos sempre foram a médio e a longo prazo”, lamenta ex-técnico do Tigre

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: Marcelo de Bona

Contratado pelo clube carvoeiro, no último dia 5 de setembro, Gilmar Dal Pozzo chegou ao Heriberto Hülse com a missão de livrar o Tigre da zona de rebaixamento. No entanto, sem conseguir sucesso no seu objetivo, o catarinense de Quilombo, de 45 anos, teve o fim do seu ciclo no comando do Criciúma encerrado 52 dias depois.

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O período, de menos de dois meses no comando do Criciúma, ficará marcado para Dal Pozzo como o mais curto trabalho da sua carreira de técnico de futebol.

"Nunca trabalhei tão pouco tempo. Meus trabalhos sempre foram a médio e a longo prazo, com inicio, meio, e fim. No Veranópolis trabalhei três anos, no Pelotas um ano, e na Chapecoense foram dois anos. Todos os trabalhos que conclui conquistei os objetivos traçados pelo clube. Infelizmente, aqui no Criciúma o resultado não veio. O sentimento é de muita tristeza, amargo, porque já pegamos em uma condição ruim e não melhoramos. E também um sentimento azedo, porque não pude terminar o meu trabalho. Fica essa tristeza, sei a que a situação do Criciúma é difícil, mas eu acreditava”, lamenta o ex-comandante tricolor.

Na avaliação de Dal Pozzo, embora o Tigre não tenha apresentado um futebol ruim, o seu trabalho foi abreviado em função da falta de bons resultados nos jogos.

“Basicamente, foram os resultados de campo que influenciaram na minha sequência. Tirando o jogo contra o Internacional, que jogamos muito mal, nós tivemos momentos bons sob o meu comando. Caso das vitórias contra o Atlético Mineiro, Santos e Goiás, que nos deram muita esperança. Em outras partidas tivemos o controle do jogo, como no clássico com o Figueirense, que perdemos um pênalti, talvez se a bola tivesse entrado mudaria. Contra a Chapecoense, aos 48 minutos do segundo a bola bateu na trave. No último jogo também tivemos uma bola na trave. Enfim, tirando o jogo com o Inter, tivemos os outros jogo sob controle, especialmente em casa, mas o resultado não veio”, justifica Dal Pozzo.

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“Na terça-feira passada falei que teríamos uma semana diferente. Porque entendia que seria a semana mais importante do Criciúma. Era importante somarmos, no mínimo, quatro pontos, não falei sobre a pontuação, mas imaginava. Não foi possível, então a situação ficou difícil”, completa.

Para o ex-técnico do Criciúma, o grupo tricolor, apesar de toda a dificuldade, ainda poderá fugir do rebaixamento nesta reta final do Brasileirão. “Acredito que ainda pode sair, fiquei chateado depois do jogo contra o Vitória, deixei transparecer o meu abatimento e minha frustração, por causa dos resultados. Se a bola do Souza tivesse entrado, talvez a história do Criciúma e a minha seria diferente. Mas acredito que realmente o Criciúma possa encaixar essa vitória contra o São Paulo e ter uma sequência boa. Agora, de fora, posso fazer projeção. Acredito que conquistando 13 pontos, com quatro vitórias em casa e um empate fora, com certeza estará na Série A do ano que vem”, acredita.

Quanto ao seu futuro, Gilmar Dal Pozzo projeta ficar sem clube até o fim desta temporada. “Deixo bem claro que neste ano não trabalho mais. Quero seguir a minha linha de iniciar um trabalho, fazer a escolha certa, e participar na gestão das contratações. Porque poderei traçar um perfil de trabalho junto com a diretoria. Também quero fazer um estágio com o Guardiola, que eu já almejava há algum tempo, existe essa possibilidade da busca de informação. Sou muito inquieto nas questões técnicas, táticas, de administrar e de comando. Vou procurar evoluir para ser um técnico cada vez melhor”, projeta Dal Pozzo.

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