Saúde
Detecção do sofrimento psíquico em bebês é tema de evento
Jornada reuniu profissionais de diversas áreas na noite dessa terça-feira, na Clínica Mova
2 min de leitura

O assunto ainda é considerado recente para grande parte da população, mas discutir o sofrimento psíquico em bebês e os primeiros passos para intervenções é um grande passo para evitar diagnósticos errôneos. Na noite dessa terça-feira, dia 19, ocorreu a 1ª Jornada Sul Catarinense de 0 a 3: a Clínica interdisciplinar para detecção do sofrimento psíquico e intervenção precoce em bebês, que contou com a participação de profissionais de diversas áreas da saúde.
O evento que foi organizado pelo projeto “Falando com o bebê” de Criciúma, contou com o apoio da Clínica Mova, Conselho Federal de Psicologia, Núcleo Estudos Psicanalíticos de Criciúma e da Rede Bebê do Brasil. A pediatra Claudia Janette Boutros Carvalho falou sobre o projeto “Ninho do bebê” de São José do Rio Petro (SP). As psicanalistas, Mercês Sant’Anna Ghazzi e Ana Paulo Gramacho falaram do projeto “Pró bebê junto a Estratégia da Família em Torres (RS)” e da experiência IRDI (Indicadores clínicos de risco para o desenvolvimento infantil) e o suporte no nascimento, respectivamente.
A jornada ainda contou com a conferência da psicanalista Julieta Jeruzalinsky, que abordou a detecção precoce do risco psíquico como aposta na estruturação do bebê. “Na atualidade estamos vendo acontecer uma epidemia de diagnósticos de autismo, mas nem todo sofrimento psíquico é considerado autismo. É preciso detectar algo que não vai bem na estruturação do bebê, intervir e favorecer essa estruturação, pois é intervindo a tempo que podemos mudar o rumo de uma história”, ressalta a psicanalista.
“Nossa primeira jornada abre espaço para que todo e qualquer profissional que lida com a primeiríssima infância possa estar refletindo sobre a importância de saber ler o que um bebê dá a ver pelas suas manifestações na relação com o outro. A importância disso, como sempre nos lembra Julieta, é não deixar o bebê e seus cuidadores em uma conduta expectante por um tempo, onde a intervenção precoce, pode e deve acontecer quando detectamos que algo não vai bem na estruturação do desenvolvimento de um bebê . A intervenção a tempo e neste tempo primordial da tenra infância precisa anteceder o fechamento diagnóstico muitas vezes feito de forma apressada”, pontua a psicanalista, Ana Paula Gramacho.
Colaboração: Novo Texto



