Inquérito
Detento morto no presídio de Araranguá foi atacado 160 vezes com estiletes feitos com vergalhões
Vítima ainda teve o corpo lavado com água sanitária para apagar provas
2 min de leitura

A Polícia Civil concluiu o inquérito policial que apurou detalhes da morte de um detento do Presídio Regional de Araranguá no dia 20 de fevereiro de 2026. A investigação apontou que a vítima foi ferida 160 vezes com golpes de vergalhões de aço afiados e usados como estilete.
O crime foi motivado por uma discussão entre o presidiário e outros três presos em um dos alojamentos. O trio foi apontado pela Polícia Civil como autores do assassinato.
O delegado Jorge Ghiraldo, responsável pelas investigações, afirmou que a vítima estava jogando baralho quando um dos suspeitos a golpeou na região do olho e da nuca. O detento ferido tentou se esconder em uma cama, mas dois dos investigados o seguraram e passaram a aplicar mais golpes.
Um dos supostos envolvidos no crime amarrou um lençol no pescoço da vítima, que foi arrastada até os fundos do alojamento e teve o corpo lavado com água sanitária. O objetivo era apagar as marcas das digitais dos suspeitos. Logo após, o detento morto foi novamente arrastado até a porta do alojamento e os policiais penais chamados. Apenas um dos três investigados confessou o crime.
“É muito difícil precisar a origem dos vergalhões. Eu acredito que tenham sido arrancados lá dentro, já que nenhum instrumento entra no presídio. São vergalhões usados em construção, do tamanho de uma caneta”, detalhou Ghiraldo.
O inquérito indiciou os investigados pelo crime de homicídio doloso duplamente qualificado por motivo fútil e por dificultar a defesa da vítima. Eles também responderão por fraude processual.



