Educação
Dia do professor: amor pela profissão que forma carreiras
Redação do Portal Engeplus conversou com profissionais neste dia
Por Redação Engeplus
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Andreia, Alice, Manu e Willian têm uma coisa em comum. Todos eles assumiram a responsabilidade de ensinar em sala de aula. Nesta segunda-feira, dia 15 de outubro, dia do professor, a redação do Portal Engeplus escolheu contar um pouquinho da história desses quatro profissionais. "A profissão de professor exige um sorriso no rosto e uma fala positiva o tempo todo, por isso ele precisa de motivação", resumiu o professor Willian sobre as necessidades.
"Inovar para ensinar descreve o método de Andreia"

Andreia Mariot Scarduelli é professora de informática e robótica. Ela leciona há 13 anos. Já deu aula para alunos de 2 a 16 anos de idade (do infantil ao ensino médio). Ela sempre teve o sonho de ensinar tecnologias para as crianças, então resolveu fazer pedagogia e sistemas de informação. Atualmente ela leciona para o infantil e coordena a disciplina de Tecnologias Aplicadas da Satc do infantil ao 9º ano.
“Sempre gostei de tecnologias, trabalhei alguns anos como programadora, mas o que eu mais queria era ensinar tecnologias para crianças", afirmou Andreia, que chama a atenção no meio acadêmico pela sua metodologia. "Em minhas aulas sempre gostei de inovar. Gosto que meus alunos criem suas atividades e jogos. Eles aprendem mais quando fazem o que gostam e de sua autoria", enfatizou.
No dia do professor, ela citou que vale lembrar que o maior desafio da profissão atualmente é conseguir com que o aluno se concentre nas aulas e aprenda. São muitas novidades, muitas informações e inúmeras tecnologias que dispersam a atenção dos alunos em sala de aula. E por isso, ela acredita que "devemos diversificar nossas aulas, pois tem aluno que aprende de várias formas. E o professor as vezes não está preparado para tanta diversificação".
Juntar a área da informática e trabalhar com os pequenos é a grande paixão dessa professora. "Dentro da minha área sou muito feliz por ter a oportunidade de ver a disciplina de informática se transformar em outras áreas, conseguir ensinar não somente o aluno a ligar e usar o computador, mas, mostrar para o aluno como ele funciona, mostrar um pouco da robótica, programação, eletrônica, da elétrica, da realidade aumentada e virtual. Trabalhar com projetos e mostrar que no futuro eles irão programar seus próprios robôs. A programação está sendo comparada com a aprendizagem de outra língua, quem não souber irá ficar pra trás" finalizou.
"Acho que desde pequena sabia que um dia iria lecionar"

Alice Mizejeski Fontana Réus, começou a dar aulas há 6 anos. O desejo de seguir essa profissão já era uma certeza ainda quando criança. "Escolhi esta profissão, porque gosto de ensinar, de estar com pessoas diferentes. Acredito que ser professor, é além de ensinar o conteúdo, é ter paciência. Abre mentes, abre ideias, nos ensina a cada dia e a cada aula que é um momento único", disse. A facilidade em cálculo, e o gosto pela disciplina de química foram essencias para escolher a profissão.
Tornar a aula atrativa é um dos desafios de ensinar, acredita Alice. "A gente sempre procura ensinar o conteúdo um pouco de maneira diferente. A minha disciplina se for ensinada só no quadro e prova não é nada atrativo. Procuro levar meus alunos ao laboratório, inserir desafios, exercícios que estimulam ao aprendizado, algumas paródias para lembrar do conteúdo na hora da avaliação", comentou a professora que tem um histórico na profissão pela Satc, Colegião, Antonio Milanez Neto e José do Patrocínio- EM, além do Futurão (Cursinho pré vestibular).
Manu vem de uma família de professores, no entanto ela já sabia do desejo de ensinar na infância

Emanuele Toldo, conhecida por Manu, é professora há 16 anos e vem de uma família de professores. No entanto, o desejo de dar aulas e ensinar vem desde pequena quando ainda brincava com as amiguinhas de boneca.
O desejo se tornou real, mais tarde, no ensino médio. Os testes vocacionais sempre resultavam na área de educação, conta a professora. "Decorrente disso, na mesma escola foi oferecido bolsa de estudos aos alunos para auxiliar na mensalidade. Deste modo no período da tarde iniciei como ajudante da professora titular. E aí me encantei e escolhi como opção no vestibular", afirmou.
Manu passou no vestibular para o curso de Pedagogia. "Sempre gostei de crianças, de cuidar, dar carinho e brincar. Minha área de atuação sempre foi a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental". Ela é professora do Colégio Satc desde 2005. Atua pela manhã com o ensino infantil integral (alunos de 2 a 5 anos) e a tarde com o primeiro ano (6 a 7 anos).
"Trabalho desde que entrei na instituição Satc com alfabetização. Uma das minhas maiores paixões na área da educação", comentou. Para Manu, a profissão de professora é a mais linda do mundo. "É a arte de ensinar e aprender. Exige muita dedicação, responsabilidade, comprometimento e amor. Valorizem os profissionais da educação. Respeitem os professores. Cada um tem o seu papel. A escola e a família devem ser parceiras nesse processo de aprendizagem. Sou uma professora feliz", concluiu.
"A profissão de professor exige um sorriso e uma fala positiva o tempo todo"

Willian Sant Ana descobriu que queria ser professor de geografia de uma forma natural. Aos oito anos de idade brincava de escolinha com os amiguinhos e conta que já gostava da posição de estar na frente explicando alguma coisa. Ainda pequeno descobriu que gostava de globo, atlas e mapas. "Uma vez minha mãe perguntou o que eu queria ganhar de presente eu escolhi e entre carrinhos de ferro e um atlas eu optei pelo atlas. Isso chamou a atenção dos meus pais na época", comentou.
Quando chegou a época de escolher a profissão já tinha certeza do que queria. "No meio do curso eu escolhi fazer simultaneamente o bacharelado. Desde então eu leciono e trabalho com pesquisas", disse o professor que atua há 13 anos na Satc, em Criciúma e lecionou por um ano em Florianópolis. "Ali me possibilita estar executando essa função de estar pesquisando, trabalhando com projetos, como o da recuperação ambiental da Bacia carbonifera do Sul de Santa catarina, muito conhecida por questões ambientais", explicou.
Willian já lecionou para turmas a partir da sexta série (atual sétimo ano) até a pós graduação. Fez o mestrado em 2008 e procura estar sempre se qualificando. Nos seis anos, tem trabalhado mais com Ensino Superior em questões ambientais.
Sant Ana ressalta a importância do dia do professor. "Fico feliz pelas mídias da cidade lembrarem. É um profissional bastante lembrado. Hoje já vi algumas matérias sobre o professor. Não me sinto esquecido pelos alunos, o professor é reconhecido dentro da sala de aula, aposto que a direção também o reconhece, a família também", afirmou.
Sobre a profissão, Willian complementou: "o que eu sinto que falta são políticas públicas ou reconhecimento de grandes grupos empresariais, para que tragam algum tipo de incentivo como prêmios, ou um reconhecimento financeiro para a carreira docente, porque, o que está acontecendo hoje: na docência estão ficando os entusiastas, os que fazem por amor, que gostam, e estes estão diminuindo em número, porque as vezes os que gostam também desempenham outras funções com grande gosto e são melhores reconhecidos nessas outras funções. Estou percebendo que está diminuindo o número de entusiastas, aqueles que tem o famoso dom na carreira docente, aumentando o número de pessoas que não lhes restou outra opção, que acham que o professor é uma função temporária até achar outra coisa para fazer. A qualidade é o que me preocupa. Alguns estão se preocupando que tem poucos jovens querendo ser professores. As estatísticas mostram que estamos tendo professores pouco capacitados para lecionar", afirmou.
Para o professor existe a necessidade urgente de um reconhecimento financeiro para a categoria. "É preciso atrair boas cabeças para a carreira docente, afinal elas formam outras carreiras. O que está faltando é o reconhecimento financeiro e de melhores condições de trabalho, principalmente na iniciativa pública. Menos alunos por sala de aula, carga de aula que dê intervalo para que o professor possa participar de projetos, idealizar aulas melhores, atividades mais construtivas. Um reconhecimento financeiro para que os professores possam comprar suas roupas, pagar suas contas, porque eu conheço professores que passam por dificuldades financeiras e ele vai com uma motivação menor para a sala de aula. "E o professor tem que ter um sorriso e uma fala positiva o tempo todo", concluiu.



