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Dia dos Pais

Dia dos Pais: mais que uma data para homenagem

Para a família Preuss a data é a oportunidade de agradecer a uma vida de dedicação

Por Redação Engeplus

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Foto: Daiana Carvalho

“Não há uma definição em palavras. O pai é minha inspiração, quero poder ser igual um dia. Ele é um espelho por tudo que passou e que nós passamos”, define Gedson de Oliveira Preuss, um dos cinco filhos que o seu Gabriel Preuss conseguiu criar sozinho após a esposa, há 25 anos, deixar a família para seguir outro caminho.

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Pai de três meninos e duas meninas, na época a filha mais velha tinha treze anos e o filho mais novo dois. A rotina diária de manter a família estruturada era divida entre pai e filha enquanto ele trabalhava na mineração de carvão. “A comida ele procurava deixar sempre encaminhada quando não dava eu fazia”, descreve Giselda de Oliveira Preuss, a filha mais velha que hoje cuida do pai, que sofre com as sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido há cinco anos.

Além da luta para trazer o sustento para dentro de casa à educação oferecida aos filhos é uma das lições de vida que cada um faz questão de ressaltar. Todos eles conseguiram completar o ensino médio. “A educação que ele nos deu é tudo. Ele correu atrás de coisas sozinho e fez o que era preciso para nos criar. Ensinou que para conseguir o que quer basta trabalha e procurar não fazer coisas erradas que no final da tudo certo”, relembra Jekson de Oliveira Preuss o mais novo dos cinco.

Uma lição a ser aprendida por todos, a paternidade já foi vivenciada por um dos filhos homens de seu Gabriel. Jeferson de Oliveira Preuss, é pai de um casal de filhos e procura seguir os passos do pai para manter a família sempre unida. “Aprendi que tudo vem do trabalho, e que este é o melhor caminho para construir o teu caráter. Espero conseguir dar para os meus filhos mais do que eu tive e sempre preservar essa união que existe entre nós”, comenta.

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A educação diferenciada e a orientação das filhas na adolescência, apesar das circunstâncias sempre foi preservada pelo patriarca que acompanhou o período da puberdade das filhas e a gravidez delas. “Com os meninos ele tirava de letra, com nós foi um pouco mais difícil, mas ele sempre estava atento, sabia das coisas que iam acontecer e procurava explicar para nós”, relata Gedina de Oliveira Preuss, a filha mais nova que foi surpreendida pelo pai com um pacote de absorvente no dia em que teve a primeira menstruação e se preparava para contar o fato ao pai.

Sempre unida à família tem o hábito de se reunir quase que semanalmente, em Siderópolis, na casa da filha mais velha onde o pai, hoje com 67 anos vive aos cuidados de Giselda. Três dos herdeiros de seu Gabriel já são casados e lhe presentaram com cinco netos, dois filhos ainda são solteiros. Uma árvore genealógica que enche de orgulho o herói da família que com poucas palavras resume a certeza de que conseguiu cumprir seu papel.

“Eu acredito que todos eles aprenderam o que era para aprender e estão vivendo a vida como deve ser vivida”, declara, pausadamente, seu Gabriel, superando as limitações impostas pelo AVC e ao embargo causado pela emoção de receber o carrinho de toda a família na data instituída para homenagear todos aqueles que pelos filhos abrem mão da própria vida e fazem da paternidade um objetivo de vida.

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