Engeplus
Saúde

Dia Mundial contra a Pneumonia alerta sobre os riscos da doença

Dados oficiais revelam que a cada ano a enfermidade é responsável pelo óbito de mais de um milhão de crianças no mundo

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:

No Dia Mundial contra a Pneumonia, lembrado em 12 de novembro, alguns números da Organização Mundial de Saúde (OMS) chamam a atenção para a prevenção da doença: essa é a enfermidade que mais mata crianças menores de cinco anos, sendo responsável por 18% do total de óbitos nessa faixa etária. A cada 20 segundos em todo o mundo, uma criança morre devido à doença, totalizando 1,2 milhões de mortes por ano. Do total, mais de 99% dos casos são registrados em países em desenvolvimento, como o Brasil.

A pneumonia atinge, na maioria das vezes, idosos e crianças menores de cinco anos e é provocada pela penetração de um agente infeccioso (bactérias, fungos e vírus) no espaço alveolar dos pulmões, onde ocorre a troca gasosa. Segundo o pneumologista Mauro Kreibich, a doença é, por princípio, oportunista, que age onde encontra baixa imunidade, ou seja, em um ambiente propício para os agentes se instalarem. Por isso, ele ressalta que é fundamental ficar atento a qualquer condição que possa favorecer uma complicação respiratória, em especial aqueles que já têm doença preexistente e os que já sofrem com doenças das vias áreas.

Kreibich alerta para que as pessoas fiquem atentas a qualquer sintoma ou alteração nos quadros das doenças preexistentes ou no agravamento no curso dos quadros virais que são rotineiramente benigno: febre persistente, comprometimento do estado geral e falta de ar são sinais de alerta que justificam a avaliação médica. “Um resfriado, gripe, ou um quadro respiratório alérgico não controlado pode gerar doenças mais graves, como sinusites, otites, bronquiolites e pneumonia, sendo necessário, às vezes, até internação hospitalar para tratamento”, explica o pneumologista.

Sintomas e diagnóstico - Os principais sintomas da pneumonia são febre alta, tosse, dor no tórax, podendo evoluir para mal estar generalizado, falta de ar e prostração. Para diagnosticar, os recursos essenciais são exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax.

Tratamento e prevenção - De acordo com Kreibich, o tratamento da doença requer o uso de antibióticos e a melhora costuma ocorrer a partir de três ou quatro dias. A internação hospitalar convencional é necessária quando a pessoa apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial e dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue, pois o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases.

Publicidade

Para a prevenção da doença, o pneumologista recomenda a perfeita higienização, como lavar constantemente as mãos, além de evitar o fumo e poluentes. “Outra ação fundamental e que a população precisa ter consciência é da importância da vacina antigripal e antipneumocócica, que podem reduzir de 32 a 45% o número de hospitalizações em decorrência da pneumonia e ainda de 39 a 75% o número tão elevado de mortalidade”, comenta Kreibich.

Colaboração: Aline Amma/Presse Comunicação Empresarial

Compartilhar:
Leia a seguirCaminhada chama a atenção para a campanha Novembro Azul
Publicidade