Dia Mundial de Conscientização do Autismo traz reflexões e a busca pela igualdade
AMA de Criciúma conta com 141 alunos de 2 a 40 anos
Por Rafaela Custódio
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A diretora pedagógica da Ama, Sandra Henrique conta que nenhum autista é igual e que o diagnóstico cedo faz com que o tratamento seja melhor elaborado e os profissionais consigam desenvolver o aluno. “Estimulações podem ser realizadas em diferentes situações para que cada pessoa tenha melhora em seu quadro. Cada autista recebe um trabalho diferente, eles não são todos iguais e isso é importante frisar”, comenta. O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado nesta quinta-feira, dia 2, e o pedido continua sendo por mais respeito por parte da sociedade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que há 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, sendo 2 milhões somente no Brasil.
A Associação de Amigos do Autista (AMA), localizada em Criciúma, é a única instituição especializada no tema na Região Carbonífera. Atualmente, a entidade conta com 141 alunos de 2 a 40 anos e existe um fila de espera com 40 pessoas.
Mas afinal, o que é o autismo?
O Ministério da Saúde ressalta que o autismo é considerada uma síndrome neuropsiquiátrica. Nas diferentes expressões do quadro clínico, diversos sinais e sintomas podem estar ou não presentes, mas as características de isolamento e imutabilidade de condutas estão sempre presentes.
De acordo com o Ministério da Saúde, existem alguns sinais e sintomas que podem ser percebidos na infância, como problemas com a linguagem, na interação social e no repertório de comportamentos. Não há só um tipo de autismo, mas graduações dentro desse transtorno de desenvolvimento. Um espectro abrange diferentes gradações, intensidades.
Diagnóstico: como fazer e quem procurar?
Em 2017, o Governo Federal sancionou a Lei 13.438, que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a adotar um protocolo com diversas perguntas. A ação visa avaliar os riscos ao desenvolvimento de crianças de até 18 meses, período onde o sistema nervoso está em formação.
A lei traz diversos benefícios às crianças, inclusive a obrigatoriedade de exames que trazem a detecção precoce e a necessidade do diagnóstico diferencial. Caso o transtorno seja diagnosticado ainda nos primeiros meses de vida, é possível trazer melhorias ao quadro e fazer com que a criança se desenvolva melhor.
Qual o papel da Ama na sociedade?
Especializada em tratamento de autistas, a Ama oferece aos alunos e familiares acompanhamento psicológico, atividades e estimulação com técnicas focadas no autismo.
Sandra ressalta que os 141 alunos da instituição são atendidos de forma gratuita. “Recebemos alunos de diversas cidades e sem custo algum para as famílias. Tentamos ajudar ainda os familiares porque 70% dos alunos da Ama são de baixa renda”, conta.
“Não temos um remédio para autismo. Não vou na farmácia comprar e entregar para as famílias. O autista precisa ser melhor compreendido pela sociedade e urgente. Não podemos mais conviver com o preconceito e com o olhar diferente para eles”.
Sandra Henrique
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A luta diária
A Ama realiza pedágios, brechós, jantares e outras ações para arrecadar dinheiro para pagar despesas da instituição que está localizada no bairro Vila Zuleima. “Estamos passando por um momento difícil que é em relação ao coronavírus e muitas famílias estão com dificuldades. Nessa quarta-feira, doamos 17 cestas básicas e estamos para receber mais para doarmos na próxima semana”, pontua.
Sandra relata que os profissionais da Ama continuam passando atividades para os pais e alunos mesmo na quarentena. “Estamos acompanhando os alunos mesmo que não mantendo contato físico. Montamos quatro equipes que estão conversando com os pais e acompanhando diariamente nossos alunos. Eles precisam continuar recebendo estímulos para que nada que fizemos até agora seja perdido”, analisa.
“Hoje, é um dia de conscientização em relação ao autismo. Pedimos que a sociedade possa entender cada vez mais sobre o que é uma pessoa autista. Que as pessoas entendam que é algo que vai além do que podemos enxergar e que não existe uma cura, mas existe o respeito e isso tem que prevalecer”, finaliza.






























