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Dia Nacional do Voluntário: a satisfação em ajudar o próximo

Voluntariado não custa nada, beneficia de forma material, financeira ou afetiva quem recebe, e ainda recompensa quem o pratica

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Facebook Ação Mais

Ausência dos pais, presença das drogas, déficit nos estudos, excesso de pobreza, falta de oportunidades, abandono dos familiares. Inúmeros são os fatores que destinam uma criança a um lar de adoção, um jovem ou adulto a uma instituição para dependentes químicos, ou, ainda, um idoso para um asilo. Entretanto, a esperança de dias melhores pode vir de gestos simples e verdadeiros, como pequenas ações voluntárias, as quais podem promover grandes mudanças que vão desde um abraço bem apertado e caloroso, um bate-papo e uma forcinha em algum projeto ou causa para ajudar uma comunidade. Hoje, 28 de agosto, é celebrado o Dia Nacional do Voluntário.

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O voluntariado não é dom, nem obrigação, mas vontade iminente de ajudar alguém ou algo de alguma forma. Para o empresário Marcelo Raupp, de 32 anos, essa vontade era tão grande que há quase um ano e meio ele criou o grupo de voluntários Ação Mais, em Criciúma. Com encontros semanais, os integrantes definem qual local receberá auxílio, seja uma instituição ou um bairro carente, por exemplo. Cada membro do grupo fica responsável por uma tarefa e geralmente no último fim de semana de cada mês eles as colocam em prática.

"Existem muitas pessoas precisando de ajuda, mas também tem aquelas que desejam ajudar. Não há dinheiro no mundo que pague o que recebemos com o trabalho voluntário: a alegria de uma criança, a satisfação de um idoso, a emoção de um jovem dependente de drogas, um agradecimento especial, uma simples troca de olhares. Só quem participa para saber o que a gente sente quando as crianças vem correndo ao nosso encontro, chamando de tio e tia, e pedem para levá-las para nossas casas. São momentos como esses que nos fazem perceber como somos pequenos diante das causas urgentes dos outros", destaca Raupp.

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Dentista, contador, médico, engenheiro, psicólogo, jornalista, dona de casa, aposentado. Não importa a profissão, pois o principal é ser especialista em ajudar o próximo. Inclusive, essas pessoas poderiam estar em casa nas horas livres, com a família, mas não, elas têm o voluntariado como mais uma opção de lazer, algo que traz benefícios para quem pratica e aos que recebem.

Há quem diga que ajudar o próximo é uma necessidade, uma vontade interior que precisa ser posta em prática, como relata o gestor comercial Jackson Cittadin, de 35 anos. Ele lembra que sempre quis ajudar as pessoas, mas que, durante muito tempo, esteve ocupado com os estudos, o trabalho, a família. Porém, há quase dois anos, Cittadin teve a iniciativa de participar de uma ação voluntária com um amigo e desde então tem se dedicado bastante a essa causa. Inclusive, ele lembra de um destes momentos que o marcou.

"Visitamos um asilo em um Natal e eu era o Papai Noel que entregava os presentes aos idosos. Alguns deles estavam acamados e não conseguiam levantar. Conheci uma senhora nessa situação. Fui com as enfermeiras no quarto dela e lhe entreguei um presente. Com bastante esforço, ela conseguiu me dizer 'obrigada'. Quando olhei para trás, as enfermeiras estavam chorando, e eu não entendia por que. Já fora do quarto me disseram que aquela senhora não falava há cerca de um ano e meio, desde quando sua filha havia falecido. Então, voltei lá para falar com ela, dar um abraço, e ela me agradeceu de novo, conseguiu falar umas duas ou três palavras, o que para mim não tem preço".

Conheça o trabalho dos voluntários do Ação Mais e acompanhe a turma nas reuniões e ações. Seja um voluntário você também.

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