Direção de
Direção de colégio estadual no bairro Pinheirinho, em Criciúma, pede mais segurança
Profissionais estão inseguros após uma aluna ser encontrada com um revólver na mochila
Por Redação Engeplus
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Nesta semana uma ocorrência chamou atenção em um colégio estadual no bairro Pinheirinho, em Criciúma. A diretora da instituição de ensino achou suspeita a atitude de duas alunas adolescentes, ambas de 16 anos. Após ter sido acionada, a Polícia Militar realizou buscas nas mochilas das jovens e em uma delas foi encontrado um revólver calibre 32, municiados com cartuchos intactos. Com o fato, a unidade de ensino pede mais segurança, pois os professores estão com receio de trabalhar tendo em vista a falta de segurança no local.
Conforme o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), MarceloSerafim, o colégio fica inserido em local de alta vulnerabilidade social e precisa de mais atenção na segurança. “Temos o policiamento, mas todos os dias temos que solicitar a presença dos profissionais, o que se torna maçante para a direção da escola”, explica o diretor. Serafim acrescenta que os professores ficam acuados, com medo e vulneráveis sem a presença do policiamento na instituição. “Precisamos de uma vigilância, pelo menos na redondeza do colégio”, completa. A escola possui 600 alunos e é no período noturno que a situação é mais crítica. “É mais complicado, pois é mais escuro, o local é um pouco isolado, o que preocupa os profissionais”, comenta.
O colégio não possui segurança. Conforme Serafim, apenas uma mulher faz a segurança no período noturno. “É apenas uma e sem equipamentos para atuar na instituição”, comenta. “Sabemos que com essa onda de violência é difícil fazer um policiamento mais abrangente, mas se não houver pressão, o policiamento não chega”, conclui.
De acordo com o comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Márcio Cabral, a direção da escola deve fazer um contato direto no batalhão da polícia para que uma solução seja construída de forma conjunta. Ele orienta que apenas a solicitação através do 190 não é suficiente, pois é um policiamento que não tem continuidade, ou seja, a cada dia um profissional diferente atua no local. “A segurança deve ser construída em conjunto, uma relação entre policiamento e a unidade de ensino. A direção da instituição deve estabelecer um contato direto com o batalhão, não é apenas mandar um policial para o local. É preciso baixar uma determinação para que a segurança no local seja eficiente”, explica.



