Documentário resgata história de resistência de Derlei Catarina De Luca; veja onde assistir

Produção audiovisual será exibida de forma gratuita a partir desta quinta-feira

Documentário resgata história de resistência de Derlei Catarina De Luca; veja onde assistir
Foto: Eduardo Guedes de Oliveira/Agência AL

Natural de Içara, momentos da vida de Derlei Catarina De Luca serão contados em um documentário cinebiográfico. O projeto audiovisual que conta a história da professora e sobrevivente da Ditadura Militar será exibido de forma gratuita. As exibições iniciam na noite desta quinta-feira, dia 21, na sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), a partir das 19 horas.

Com 1h49 de duração, a cinebiografia foi produzida pela Mozaiko Filmes e dirigida pelo professor da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), Alcides Goularti Filho. O documentário é baseado no seu livro ‘No Corpo e na Alma’ e em depoimentos de amigos e familiares. Além de Içara, a produção também será exibida em Criciúma, Florianópolis, São Paulo e em Araranguá.

“Por meio de narrativas e leituras de sua obra, o documentário reconstrói sua trajetória de militância, prisão, tortura, clandestinidade e exílio, ambientada nas cidades onde viveu. Trouxemos um pouco do que chamamos de ‘cinema vivido’, uma vez que percorremos os lugares onde Derlei viveu, sofreu, se emocionou e também foi feliz”, afirmou o diretor.

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Exibições serão realizadas de forma gratuitas a partir desta quinta-feira. (Foto: Divulgação)

Filmagens

As filmagens foram inspiradas no cinemas soviético e italiano pós-neorrealista e no Cinema Novo. Filho contou que, ao todo, foram 17 entrevistas e duas participações especiais. De modo geral, a produção audiovisual é o resultado de um trabalho desenvolvido em dois anos, por meio de viagens, diálogos com a família, leituras e releituras e planejamento.

“Rodamos quatro países e 17 cidades. No Brasil, realizamos filmagens em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Fomos ao Chile, onde rodamos em Santiago. Depois seguimos para a América Central, no Panamá, com gravações na capital, Cidade do Panamá e em Las Tablas. Por fim, gravamos em Cuba, em Havana”, contou.

O diretor contou que o documentário cinebiografico é composto por entrevistas com amigos e amigas das militâncias políticas, por familiares e por depoimentos de Derlei disponíveis em determinadas entrevistas e documentários. O roteiro ficou sob responsabilidade de Giani Rabelo. Ao todo, a produção contou com uma equipe que envolveu aproximadamente 30 pessoas.

“Mesmo narrando uma trajetória marcada pela clandestinidade, prisão, tortura e exílio — que, ao todo, somaram 10 anos, 10 meses e 29 dias —, e evidenciando a brutalidade da ditadura militar, cinematografamos a vida de uma pessoa que amava, escrevia poemas, tinha momentos de nostalgia e gostava de visitar museus. Ainda assim, possuía muita clareza sobre o que almejava para o seu país: o socialismo democrático”, pontuou Filho. Confira a programação de exibição:

Fotos: Divulgação

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