Alerta para o verão
Doença canina pode matar 90% dos infectados
Se não tratada, Leishmaniose Canina pode afetar os seres humanos
Por Redação Engeplus
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Para aqueles que possuem cães de estimação, a chegada do verão requer um cuidado a mais com a saúde dos bichos. Isso porque uma doença chamada Leishmaniose Canina é comum nesta época do ano e trata-se de uma zoonose, ou seja, é uma doença que pode afetar os seres humanos.
De acordo com o Ministério da Saúde, quando não tratada, a doença pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos. A veterinária Grasielle Ehrhardt explica que existem formas e vacina para prevenção. A reportagem conversou com ela para esclarecer melhor está doença.
O que é leishmaniose canina – De acordo com Grasielle, é uma doença causada por um protozoário, que tem transmissão através da picada de um inseto (flebótomo). “Tem como reservatório os animais silvestres e se trata de uma zoonose, ou seja, afeta seres humanos”, explica.
A doença se apresenta em cães, seres humanos e tem como reservatório animais silvestres. Tem maior incidência em locais próximos à matas, onde tenha o mosquito transmissor, e litoral.
Sintomas - Os sinais clínicos são inespecíficos e variados. Entre eles estão: lesões de pele, lesões em mucosas, lesões em focinho, febre, anemia, indisposição, palidez, falta de apetite, perda de peso, inchaço no abdômen, aumento anormal de unhas, vômito e pelagem opaca.
Prevenção - Existem algumas formas de prevenção, segundo a veterinária. Uma delas seria manter os animais de estimação longe de ambientes onde haja o mosquito transmissor da doença.
Outra forma seria usar repelentes que façam com que o mosquito não pique o animal, inclusive dedetizando o local e colocando telas protetoras em janelas e portas. E por último existe a opção da vacinação dos animais.
“Antes da vacinação é necessário que o animal faça um teste sorológico que comprove que é negativo para doença. Em seguida, começa o ciclo vacinal com três doses de vacina com intervalos de 21 dias, e reforço anual a partir da data da primeira dose”, salienta a especialista.



