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Dono de clube acusado de tráfico ficará em presídio do RS

Por Redação Engeplus

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Os empresários V.F., preso no bairro Mato Alto em Araranguá, e seu irmão A.F., de 43 anos, proprietário de um clube de Meleiro, detido em Balneário Camboriu, permanecem no Rio Grande do Sul. Presos ontem durante a Operação Espelho, desencadeada pela Polícia Federal, eles foram transferidos e chegaram ontem às 21 horas ao Rio Grande do Sul. Ambos são acusados de tráfico internacional de drogas. A. é apontado como líder da quadrilha que comercializava uma tonelada de cocaína por mês nos dois Estados do Sul.

Com ele, que segundo a PF, possui fortes ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), foram apreendidos três carros de luxo, R$ 4 mil em dinheiro, pequena quantidade de cocaína e maconha.

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Em entrevista ao Portal Engeplus o delegado da PF que comandou a Operação Espelho no país , Noerci Mello, conta que o empresário do ramo de entretenimento montou uma boate em Balneário Camboriu. “A de Meleiro foi lacrada logo após sua prisão em 2007. Posteriormente voltou a funcionar e agora pelo que eu sei está seqüestrada pela justiça. Seu irmão de Araranguá era seu braço direito”, revela o delegado.

Segundo Noerci, a Operação Espelho, teve início com a notícia recebida de que a organização criminosa desarticulada em 2007 teria se restabelecido, mantendo um sítio para guarda e refino de cocaína nas proximidades da BR-101, em Torres (RS). “Iniciamos as investigações em dezembro de 2009 quando apreendemos 262 quilos de cocaína e produtos químicos adulterantes enterrados em um sítio em Torres (RS). A partir daí, diversos flagrantes foram feitos, totalizando 310 kg de cocaína na fase de investigação”,.

Nesta operação deflagrada ontem em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, 200 agentes da Polícia Federal, cumpriram 19 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão. Ontem foram apreendidos 3,5 kg de cocaína, 25 veículos, entre automóveis e motos, seis armas, sendo um fuzil e R$ 46,8 mil em dinheiro.

Rinha de galos
Além do tráfico, o empresário do ramo de entretenimento é apontado como o patrocinador de rinha de galos, sendo considerado, dentro do meio, como um dos maiores galistas do Brasil. No início do mês, a Polícia Federal realizou uma ação em um clube da cidade de Cuiabá, onde mais de 150 pessoas estavam presentes na rinha, inclusive autoridades e agentes públicos

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Prisão em 2007
O dono da boate foi preso pela primeira vez pela Polícia Federal em 2007, junto de outras 50 pessoas, durante a Operação Colméia. O grupo era apontado como responsável pela distribuição de meia tonelada de cocaína no país.

Em seu clube na época foram apreendidas uma espingarda calibre 12, uma pistola .380, munições, e quatro veículos.

(Fotos: Polícia Federal)

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