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DRE: muito além de uma obrigação legal

Saiba como este registro fiscal impacta na declaração do imposto de renda de uma empresa

Por Lucas Renan Domingos

3 min de leitura

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A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é uma das principais documentações de qualquer negócio formalizado. Trata-se de um registro contábil que resume os resultados operacionais e não operacionais de uma empresa. Por meio dessa ferramenta é possível verificar se um determinado negócio está dando lucro ou prejuízo.

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Empresas devem entregar da DRE aos órgãos responsáveis anualmente. No entanto, alguns empreendedores optam por fazer o envio mensalmente ou trimestralmente, para deixar o processo de gestão mais organizado e realinhar estratégias periodicamente.

Mas não é apenas na gestão que a DRE é importante. Essa é uma documentação fundamental para a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). Qualquer erro será cobrado oficialmente pela Receita Federal. Equívocos podem render dor de cabeça para o empreendedor, que será chamado para prestar esclarecimentos.

Como a DRE impacta no Imposto de Renda

A DRE é especialmente importante para aquelas companhias que atuam sob o regime tributário de Lucro Real, cuja tributação baseia-se no resultado final da empresa no período de um ano. O Lucro Real é obrigatório para empresas de grande porte, no entanto, alguns empresários de menor porte também optam por esse regime.

O Lucro Real considera a tributação por meio do IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A tributação pode ser feita anualmente ou trimestralmente, dependendo da preferência da organização. É necessário discriminar a provisão para a Receita Federal. O empresário deve calcular quanto irá pagar de imposto e contribuição naquele ano.

Geralmente, o Imposto de Renda sobre o Resultado Líquido é de 15%. Porém, se o resultado ultrapassar R$ 20 mil por mês, o excedente é tributado em mais 10%. Já a CSLL tem uma alíquota de 9% paras as pessoas jurídicas em geral e de 15% para aquelas que são instituições financeiras, seguros privados e de capitalização.

Como preencher a DRE

A DRE não segue um modelo único. Isso vai depender da demanda de cada empresa. No entanto, há uma estrutura básica presente em todas elas. É importante estar atento na hora de preencher todos os dados, porque um simples erro de digitação pode levar a sérios problemas com o fisco.

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O documento deve constar informações como receita bruta, somando de tudo que foi vendido naquele período; impostos relacionados às vendas que a companhia já pagou ou vai pagar; e receita líquida, resultado da subtração entre a receita bruta e os impostos.

Também devem estar relacionados o custo da mercadoria, englobando custo dos produtos ou serviços vendidos; despesas operacionais fixas, para manutenção seu funcionamento, independentemente do número de vendas; e despesas variáveis ou despesas de vendas, realizadas para efetuar vendas dos produtos e serviços.

O DRE deve apontar ainda o resultado operacional ou lucro operacional; as despesas e receitas diversas, que não tenham relação direta com as operações da empresa como juros, multas e rendimento em aplicações; e o resultado líquido do exercício, um balanço do quanto a empresa ganhou ou perdeu no período.

DRE dá visão geral sobre saúde financeira da empresa

Por mais que o preenchimento da DRE seja demorado e considere muitos dados, essa documentação precisa ser vista para além de uma obrigação legal. Evitar que esses dados se acumulem e preenchê-los com rigor faz com que o administrador tenha uma visão bastante detalhada de tudo o que entra ou sai da companhia.

Essas informações são fundamentais para uma análise criteriosa da saúde financeira de um negócio e devem balizar possíveis alterações na estratégia a fim de garantir a longevidade do empreendimento.

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