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Mesmo com o Criciúma

Drubscky minimiza vaias: “Não estou muito ligado com isso”

Técnico acredita que arbitragem e ansiedade atrapalharam o desempenho da sua equipe

Por Redação Engeplus

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Foto: Marcelo de Bona

Mesmo com o Criciúma dentro do G4, ocupando a terceira colocação no Campeonato Catarinense, o técnico Ricardo Drubscky vê a cobrança sobre o seu trabalho aumentar a cada rodada. Isso porque, após sete jogos disputados no Estadual, o Tigre ainda não conseguiu emplacar uma atuação convincente e, assim, suprir às expectativas criadas no início desta temporada com a montagem do forte elenco tricolor, ao menos no papel.

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Após o empate em casa com o Marcílio Dias, muitos torcedores, novamente, perderam a paciência e vaiaram o comandante tricolor. No entanto, as críticas parecem não abalar Drubscky. “Está tendo vaia sempre, mas não estou muito ligado com isso. Só lamento porque a gente quer dar alegria para o torcedor, fazer a coisa bem feita, e ver a coisa se transformar rapidamente. Mas não é fácil. O torcedor está ansioso e a nossa equipe também está. Está todo mundo no mesmo bojo, atuando da mesma forma”, minimiza o técnico do Criciúma.

“O time não foi bem, não gostei da atuação. Começamos bem o jogo, com possibilidades de gol, algumas chances perdidas. O tempo foi passando e a gente foi ficando nervoso. Demos o contra-ataque para eles em algumas situações e acabaram fazendo o 1 a 0. No segundo tempo entramos muito vivos, assim como foi no primeiro, fizemos o gol e a coisa estava se desenhando para a gente ter uma sequência de boas jogadas, mas o Marcílio picou muito o jogo”, avalia o comandante tricolor.

De acordo com o técnico do Tigre, a arbitragem da partida disputada na noite desta quarta-feira atrapalhou o desempenho dos seus comandados. “Foi muito infeliz. Não conduziu o jogo como devia. A arbitragem conseguiu fazer o que o Marcílio Dias queria, que era levar o jogo para o empate, enfim, não deixar o Criciúma vencer. Ficou um jogo muito amarrado. Porque o time vai ficando nervoso, não vai conseguindo jogar. Realmente, não conseguimos organizar o jogo como devia. Infelizmente, o empate veio muito a contragosto. Aí o treinador e os jogadores saem culpados de tudo, houveram erros técnicos aos montes e não foram aplicados. Isso tudo contribuiu para a má atuação nossa. Pagamos pelo o que a gente não deve, porque fomos muito prejudicados”, ressalta Drubscky.

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Além da arbitragem, a ansiedade também foi apontada pelo técnico do Criciúma como um dos ingredientes que prejudicaram sua equipe na busca pela vitoria. “A ansiedade é uma coisa que pode acontecer em qualquer circunstância. O time criou, envolveu durante 15, 20 minutos. Teve um lance que tivemos três ou quatro chances de gol e a bola não entrou. No afã de querer sair na frente, a gente deu dois ou três contra-ataques e num deles fizeram uma triangulação e chegaram na cara do Galatto, que não tinha condições de defender. A ansiedade faz parte desse momento em que a equipe está querendo se acertar. É muito início de competição, está tudo muito embolado. Na minha visão, não tem motivo para achar tanto erro num trabalho que está se iniciando. Faz parte desse começo. É um grupo todo novo, um time todo novo, e temos esse momentos conturbados mesmo. Um jogo fora pode até nos trazer essa tranquilidade para a gente encaixar as jogadas de uma maneira melhor”, observa Drubscky.

Quanto à saída de Paulo Baier e Ricardinho, no intervalo da partida, para a entrada de Thiago Humberto e Gustavo, o técnico do Criciúma deu a seguinte explicação: “O Paulo estava muito cansado e com uma produção aquém daquilo que ele pode. Ele está muito desgastado e precisa de um refresco. O Ricardinho levou uma bolada e estava atordoado, ficou muito fora de si, ele já havia falado antes do final do primeiro tempo que não estava conseguindo enxergar”, justifica.

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