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Fala, técnico!

Eduardo Baptista reconhece dificuldades e lamenta chances perdidas em derrota na estreia

Criciúma foi derrotado pelo Marcílio Dias, por 2 a 0, em Itajaí

Por Rafaela Custódio

4 min de leitura

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Foto: Celso da Luz / Criciúma EC

Os problemas no meio de campo e a dificuldade em concluir as chances criadas em gol foram apontados pelo técnico Eduardo Baptista como os principais do Criciúma na derrota para o Marcílio Dias, na estreia do Campeonato Catarinense. O Tigre foi batido, nesta quarta-feira, dia 7, por 2 a 0, no estádio Hercílio Luz, em Itajaí.

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Para Baptista, a ausência de Eduardo De Biasi, contratado junto ao futebol sul-coreano, mas que não ficou regularizado em tempo para a partida, impactou a dinâmica do meio-campo, já que ele vinha treinando ao lado de Gui Lobo. Steven foi o substituto. “No meio-campo, a gente tinha muita dificuldade de jogar. Ali a gente trabalhou com o Gui e com o Eduardo e a gente conseguiu bastante mobilidade nos treinamentos. Infelizmente teve a situação, que é normal que aconteça com os jogadores que vem de fora, e a gente pagou um preço caro por isso e a gente perdeu um pouco de mobilidade”, avaliou. “A gente entrou com uma ‘faísca atrasada’. A gente errou bastante. A equipe do Marcílio já vem de um tempo maior, a gente errou passes que não tá acostumado a errar. Eu acho que o entrosamento no meio ali prejudicou bastante”, continuou.

Na volta do intervalo, Baptista tentou corrigir o setor, sacando Steven e recuando Jhonata Robert para a posição. “O Jhonata conseguiu fazer bem, conseguiu corrigir bem, conseguiu a mobilidade. A bola passou pelo meio, a gente continuou jogando, criando e aí foi natural. Depois da entrada do Sandry também tendo a mobilidade e criando chances”, analisou.

Foto: Celso da Luz / Criciúma EC

Baptista viu melhora da equipe na etapa final e lamentou as chances perdidas durante a partida. Diego Gonçalves, aos 25 minutos, e Borasi, três minutos depois, tiveram as principais oportunidades, mas pararam no goleiro Cavichioli. “Criamos um volume muito grande ali, 25, 30 minutos. Você tem que converter em gol, tem que fazer os gols, mas é trabalhar, é buscar o dia a dia. A gente vê que tem jogadores que não erram algumas situações errando bastante e é natural para o início pra gente corrigir, porque domingo tem um clássico [contra o Avaí]”, afirmou.

Formação

Eduardo Baptista foi questionado ainda sobre a formação da equipe, com três zagueiros: César Martins, Rodrigo e Luciano Castán. A estrutura defensiva foi mantida durante os 90 minutos e o técnico foi enfático: “A gente jogou com sete atacantes. Os três dão uma sustentação atrás”, destacou.

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Já sobre a opção por Waguininho como um ala pela esquerda, o treinador carvoeiro disse não se tratar de uma improvisação do atacante. “O Waguininho jogou muito tempo assim comigo. Ele tem uma chegada muito forte pela entrada da área e a gente tem o Marcinho que chega muito forte do outro lado e ele tem essa chegada por dentro. A gente sabia que eles marcavam bastante forte por dentro e eu tinha que ter uma chegada pelos lados bastante forte. O Waguininho me atende nisso”, analisou.

Reforços

Dos quatro reforços que estavam à disposição de Baptista, todos jogaram. César Martins e Waguininho foram titulares, enquanto Willean Lepo e Sandry entraram no decorrer do jogo. Questionado se faltaram opções, o treinador afirmou que o clube tem sido criterioso nas contratações. “Um erro que talvez tenha sido colocado ano passado é se preocupar com número. O que a gente tem trazido, pontualmente, são jogadores que venham, como o Sandry, que é um jogador que pode dar a camisa de titular que ele vai jogar”, observou. “Não adianta trazer volume, trazer um monte de jogadores por trazer. Então, a gente, talvez, corra um risco inicial”, completou.

Foto: Celso da Luz / Criciúma EC

Sem tempo para remoer a derrota, Baptista e seus comandados retornam para Criciúma e começam a pensar no Avaí. O duelo contra o Leão, válido pela 2ª rodada do Catarinense, está marcado para domingo, dia 11, às 18 horas, no estádio Heriberto Hülse.

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