Publieditorial
Eduardo Coudet compara futebol brasileiro, argentino e espanhol: ‘brasileiros são mais fortes’
Técnico treinou times em quatro países diferentes
Por Redação Engeplus
3 min de leitura

Muito se falou de Eduardo Coudet quando o técnico resolveu sair de Porto Alegre (RS), onde treinava o Internacional, para continuar a carreira frente ao Celta de Vigo, time que enfrentava a zona de rebaixamento do Campeonato Espanhol. El Chacho, no entanto, não se intimidou, e até se deu muito bem na Europa.
Sob seu comando, o Celta de Vigo reagiu bem e fugiu da zona da degola, somando 8 vitórias, 6 empates e 7 derrotas em 21 jogos. “Foi tudo muito rápido... eu estava no Brasil, na primeira colocação, e pouco depois eu estava na Espanha, com uma equipe na última colocação. Mas sempre tive muita confiança de que a equipe poderia reagir, e foi o que aconteceu”, destacou o técnico em entrevista à Betway, casa de aposta online.
Essa foi a primeira experiência de Coudet na Europa. Antes disso, o ex-jogador ficou marcado na memória dos brasileiros como o técnico argentino que teve uma passagem de 10 meses pelo Internacional, mas deixou o time colorado durante as oitavas de final da Libertadores e quartas da Copa do Brasil. Com o desafio de abraçar um elenco que estava mal das pernas, ele apostou no fortalecimento da equipe do Celta de Vigo.
Recentemente, o clube deu um salto enorme com relação à infraestrutura, com o lançamento de uma Cidade Desportiva e modernização das instalações. “Agora, é preciso acompanhar esse crescimento na parte esportiva, na área mais importante, que é o futebol”, afirmou o técnico ao time da Betway.
Após ter estado à frente de times na Argentina, México, Brasil e agora Espanha, Coudet consegue traçar um panorama e avaliar as principais diferenças entre as técnicas dos atletas. Aqui, um ponto positivo para o Brasil: para ele, os brasileiros são jogadores mais fortes que em qualquer parte do mundo.
“As ligas são muito diferentes. Na Argentina, é um futebol mais físico. O futebol brasileiro não tem tanto contato. E os jogadores, fisicamente, são mais fortes do que em qualquer parte do mundo, eu acho. São mais velozes, mais técnicos, mas é um futebol que, se eu for dizer a diferença para o argentino, é que não tem tanto toque. E é um futebol muito bonito, muito equilibrado, que muda muito”, afirmou.
Já sobre o futebol espanhol, Coudet destaca a diferença na velocidade. “Principalmente, na tomada de decisões, em como a bola corre, na velocidade em que a bola é tocada. Bem, todos têm suas características e são todos diferentes”, conclui El Chacho.
Aos 46 anos, El Chacho já passou por quatro países diferentes como técnico e ainda não tem uma grande coleção de títulos (apenas o Campeonato Argentino e Troféu dos Campeões). Ainda assim, já se destaca no mundo do futebol como uma peça importante. E está otimista sobre a carreira: “o bom de ter treinado em ligas diferentes é se adaptar. Isso leva a um crescimento como pessoa, com certeza”.



