Sindicato dos Mineir
Eleição Sindicato dos Mineiros: chapas recebem pedido de impugnação
Processo eleitoral acontece nos dias 22 e 23 de dezembro, em Criciúma e região
Por Redação Engeplus
3 min de leitura

As duas chapas inscritas para participar do processo eleitoral que irá apontar a nova diretoria do Sindicato dos Mineiros de Criciúma receberam pedido de impugnação. A chapa 1, representada pela antiga direção, tem até esta terça-feira para apresentar os documentos solicitados pela chapa 2, representada pela diretoria provisória, que comanda o sindicato atualmente.
O pedido de impugnação da chapa 2 aponta que pelo fato de os integrantes terem feito parte da antiga diretoria precisam ter a prestação de contas aprovada a fim de comprovar que não geraram prejuízos e danos a instituição. “O estatuto prevê que para participar do processo eleitoral é necessário que as contas sejam aprovadas”, explica Saulo Moreira, um dos integrantes da Comissão Eleitoral.
A chapa 1 recebeu o pedido de impugnação pelo fato de ser composta por trabalhadores de Forquilhinha e não de Criciúma, o que gera um conflito a cerca da delimitação de território. “A base territorial da chapa é de Forquilhinha, mas pelo fato do sindicato da cidade ser recente e os trabalhadores estarem associados no de Criciúma, vamos ter que avaliar se a impugnação procede”, esclarece Moreira.
A solicitação de impugnação da chapa 2 ocorreu nessa segunda-feira e os representantes têm cinco dias a partir da data do pedido para recorrer e apresentar os documentos necessários. A eleição está marcada para os dias 22 e 23 de dezembro.
Relembre o caso - O Sindicato dos Mineiros é alvo de uma Ação Civil Pública instaurada pelo Ministério Público do Trabalho que foi desencadeada após a reivindicação de um grupo de trabalhadores da empresa Cooperminas, que não estava contente com a gestão da época e com a falta de prestação de conta das movimentações feitas pela direção do sindicato. Um dos principais itens relatados ao MPT foi a não divulgação da realização do processo eleitoral, que estava em andamento, para que chapas oponentes a que estava no comando pudessem ser inscritas.
Em assembleia a antiga diretoria foi destituída e uma diretoria provisória foi eleita para comandar o sindicato. No dia da posse os integrantes da antiga diretoria permaneceram dentro da sede do sindicato e tentaram contabilizar os votos do processo eleitoral que estava em andamento. Depois de intervenção da Polícia Militar (PM) a diretoria provisória assumiu o comando do sindicato e deu início a um novo processo eleitoral, de acordo com o que foi deliberado em assembleia.
Em outubro foi eleita a nova comissão eleitoral para dar início ao novo processo eleitoral. Somente duas chapas se inscreveram para participar do pleito: a chapa 1, representando a antiga gestão e a chapa 2, composta por representantes da diretoria provisória do sindicato. No dia 3 de novembro a diretoria provisória revelou uma série de denúncias contra a antiga diretoria, que estão sendo apuradas pela justiça.



