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Contexto Internacional

Eleições em Israel: Netanyahu e Benny Gantz já votaram

Impossibilidade de formar coalizão levou a novas eleições

Por André Abreu

2 min de leitura

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Foto: Divulgação

Atualização às 10:05 - O líder do Azul e Branco Benny Gantz votou perto de sua casa em Rosh Ha'ayin nesta segunda-feira (02) de manhã. "Espero que hoje marque o início de um processo de cura, onde possamos começar a viver juntos novamente", disse Gantz, que anunciou no domingo que seu primeiro passo como primeiro-ministro seria formar um conselho de reconciliação nacional.

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Os israelenses estão indo às seções eleitorais para votar em sua terceira eleição geral em menos de um ano depois que os dois maiores partidos não conseguiram alcançar um governo de poder compartilhado.

Pesquisas de opinião que antecederam a votação de sábado previam uma disputa acirrada entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que lidera o partido Likud de direita e que está enfrentando julgamento por corrupção, e o ex-chefe do exército Benny Gantz, líder do Azul e Branco.

Benjamin Netanyahu, vem pedindo aos seus apoiadores que deem um empurrão final para ganhar um ou dois assentos a mais no Parlamento que ele considera necessários para formar um governo.

Mas, enquanto faz campanha, outra força na política israelense --a minoria árabe-- espera utilizar a nova onda de descontentamento contra o líder direitista e seus aliados dos EUA para evitar a aritmética eleitoral do outro lado.

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Os legisladores árabes estão pedindo que suas comunidades compareçam às urnas em número cada vez maior no próximo dia 2 de março para mostrar sua oposição ao novo plano de paz --apelidado de "Acordo do Século"-- apresentado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em janeiro.

A reprovação entre os árabes de Israel se concentrou em uma parte específica desse plano, um redesenho proposto de fronteiras que colocaria algumas cidades e vilas árabes fora de Israel e na área designada para um futuro Estado palestino.

"Há alguém por trás desse plano: Benjamin Netanyahu", disse Ayman Odeh, chefe da coalizão Joint List, dominada pelos árabes.

"Precisamos derrubá-lo, ele que é o nosso maior agitador, a pessoa por trás do Acordo do Século", acrescentou Odeh durante parada em Taibe, uma vila que pode ser retirada de Israel sob o plano de Trump.

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