Última hora
Eleitores enfrentam filas no último dia para regularizar título
Justiça Eleitoral em Criciúma atendeu em torno de 500 pessoas por dia nesta semana
Por Redação Engeplus
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Essa quarta-feira é o último dia para regularizar o Título de Eleitor junto a Justiça Eleitoral. Com isso, quem deixou para a última hora está enfrentando filas. Na sede da Justiça Eleitoral em Criciúma, por exemplo, foram atendidas diariamente em torno de 500 pessoas nos últimos três dias.
O chefe de cartório da 92ª Zona Eleitoral, José Réus, afirma que os funcionários trabalham em sistema de plantão desde o dia 28 de abril, com atendimento das 9 horas até as 19 horas, inclusive nos fins de semana. Mesmo assim, conforme Réus, muitas pessoas deixaram para regularizar o título nos últimos dias.
Ele explica que o prazo é para quem deseja fazer o título pela primeira vez - alistamento eleitoral dos 16 aos 18 anos, transferir o domicílio eleitoral, alterar o local de votação e regularizar a inscrição eleitoral.
A família Nascimento esteve na tarde de hoje na sede da Justiça Eleitoral em Criciúma. A mãe, Ivonete Sousa do Nascimento, e o pai, Paulino do Nascimento, estão em dia com a Justiça Eleitoral, mas fizeram questão de acompanhar o filho na realização do Título de Eleitor pela primeira vez.
O estudante Thiago Sousa do Nascimento tem 16 anos, portanto o voto ainda é opcional, porém, ele teve a iniciativa sozinho e deseja fazer valer o seu direito como cidadão. "Decidi fazer antes da obrigatoriedade porque tem muita coisa errada no nosso país e acredito que através do voto temos uma chance para mudar isso", lembra Thiago.
A mãe, orgulhosa, reforça: "Ele que escolheu já fazer o título, mas incentivamos para fazer a parte dele como eleitor. É importante essa participação dos jovens, afinal, eles são o nosso futuro".
Já o casal Carlos Alexandre Figueredo e Josiele Dionizia da Silva Figueredo precisava realizar a transferência do domicílio eleitoral. Eles vieram do Estado de Rondônia, no Norte do Brasil, para trabalhar e morar em Criciúma, por isso a necessidade de mudar o local de votação.
"Deixamos para última hora porque a gente trabalha, fica difícil, hoje tive que sair mais cedo do trabalho para fazer isso, pelo menos deu tempo", destaca o metalúrgico.



