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Eles podem,

Eles podem, sim, trabalhar

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, portadores de necessidades especiais mostram que podem superar dificuldades e trabalhar fora

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Samira Pereira

Leandro Ferreira Fernandes conquistou o primeiro emprego há pouco menos de um ano. Aos 19 anos, foi contratado pela rede de supermercados Manentti para trabalhar no estacionamento da loja do Rio Maina; ele recolhe carrinhos e auxilia os clientes. Para ele, ter a carteira assinada é a realização de um sonho. “Gosto muito. Todas as pessoas são muito boas comigo. Quando eu chego, recolho o lixo, depois começo a tirar os carrinhos que deixam aqui”, comenta o jovem.
Portador de deficiência mental leve, Leandro faz parte de um quadro especial da rede de supermercados, que soma aproximadamente 40 funcionários com deficiências, tanto mental quanto física.

O fato de possuir alguma deficiência não torna o funcionário diferente dos demais, considera a gerente de Recursos Humanos da rede, Débora Eufrásio Nunes. Todos eles passam por processos seletivos, para que sejam adaptados às atividades que tenham mais facilidade em realizar. “Direcionamos os funcionários de acordo com o seu desenvolvimento. Quem tem problemas na audição, por exemplo, pode trabalhar na produção. Já as atividades de empacotador e no estacionamento exigem menos complexidade. Quando a deficiência é física, o intelecto continua perfeito, por isso muito deles trabalham no escritório e na parte administrativa”, explica.

Para Débora, estes trabalhadores são exemplo de superação, já que enfrentam as dificuldades e mostram que são tão capazes quanto qualquer outra pessoa. “Temos muito a aprender com eles. Já chegam felizes, rindo, cumprimentando a todos sem distinção. Nunca estão tristes, é impressionante". Os 40 colaboradores trabalham por meio período ou o dia todo, conforme as necessidades de cada um. São dispensados aos domingos e feriados e usufruem de todos os direitos trabalhistas.

Oportunidades são reconhecidas pelos trabalhadores - Ana Paula Lopes tem 31 anos e trabalha como empacotadora na mesma empresa que Leandro. Este é seu primeiro emprego, e não esconde a felicidade por isso. “Esse foi o primeiro e vai ser o último, porque não quero sair daqui. Os clientes sempre querem o nosso bem, eu gosto muito”, comenta, ao lembrar que quando pequena já frequentava o supermercado com a mãe.

Colaboração: Samira Pereira/Ápice Comunicação

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