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Em busca de soluções para a Casa de Saúde do Rio Maina
Vereadores iniciaram nesta segunda-feira discussões para que a instituição não feche as portas no dia 3 de março
Por Redação Engeplus
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Vereadores criciumenses se reuniram, na manhã desta segunda-feira, com colaboradores da Casa de Saúde do Rio Maina, em Criciúma, para discutir a questão do fechamento da unidade por conta de prejuízos financeiros. No início, os proprietários haviam decidido por deixar de fazer atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas após balanços financeiros, as portas devem estar fechadas a partir do dia 3 de março.
O maior problema seria que desde 2009 não existe um aumento no valor da diária hospitalar. Segundo o colaborador Sidnei José Zanellato, a diária recebida seria de R$ 43,73, enquanto outros hospitais recebem até R$ 300 nos primeiros dias de internação, R$ 100 após o oitavo dia e R$ 57 após o 10º dia. “Não é possível trabalhar nestas condições. Abrangemos cerca de um milhão de pessoas em toda a região Sul de Santa Catarina e não existem mais condições de trabalho”, avalia Zanellato.
A Casa de Saúde atende, atualmente, 90% dos leitos pelo SUS. “A exigência é que esse atendimento seja de 60%. Somos uma das únicas, se não a única do Brasil a trabalhar com 90%”, pondera Zanellato. O colaborador explica que alguns medicamentos chegaram a ter, nos últimos três anos (data do último aumento do valor das diárias), 800% de aumento. O arroz, feijão, farinha e mão de obra também passaram pelo processo.
Uma das soluções apontadas pelo colaborador e por alguns dos 11 vereadores presentes na reunião foi a filantropia. O problema seria, segundo o vereador e presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, Ricardo Fabris, convencer os donos a aceitar esta questão. “A instituição é privada, ou seja, visa o lucro. Seria necessário que os donos do local aceitassem a filantropia como solução para que as portas não fechassem”, pontua.
O prejuízo da instituição chegou a R$ 774.436,27 em 2012. Com a transferência da verba de convênios e do SUS este valor chegou a R$ 380 mil. Os impostos e o pagamento de funcionários, segundo Zanellato, estão em dia. “Atualmente são as instituições financeiras que mantém a Casa de Saúde aberta”, pondera. Atualmente a instituição conta com 185 leitos, sendo que 160 recebem pacientes pelo SUS.
Em 2012 foram atendidos 721 pacientes da região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), 231 pacientes da região da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), 159 pacientes da região da Associação dos Municípios da Região Lagunar (Amurel) e 5 pacientes de outras regiões. “Foram 378 novos internados durante este ano”, comenta Zanellato. Em janeiro de 2013 a Casa de Saúde já recebeu 102 pacientes, sendo 69 da Amrec, 20 da Amesc, 12 da Amurel e um de outros locais.
Duas reuniões acontecerão entre esta segunda-feira e terça-feira para discutir o assunto. O vereador Fabris entrará em contato com os donos da instituição para pedir um aumento no prazo de fechamento das portas. “Dentro deste prazo não conseguiremos encontrar uma solução. Precisamos estudar o caso e fazer propostas ao governo municipal, estadual e até federal”, observa.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Altamiro Bittencourt, também acredita que a filantropia seja a melhor solução para o caso. "São cinco hospitais em Criciúma, sendo que três atendem pelos SUS: o Santa Catarina, o São José e a Casa de Saúde. Os três estão em crise. A filantropia é uma solução, mas demanda tempo", assegura.



