Engeplus
Esportes

Futebol

Em busca de TV e fórmula para o Catarinense 2018

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Arquivo Engeplus

Está lançado o desafio: encontrar uma fórmula para o Campeonato Catarinense de 2018 que contemple os dez clubes, as oito cidades envolvidas e suas respectivas torcidas, que caia no agrado da Federação Catarinense de Futebol (FCF) e do principal parceiro, a televisão. E, acima de tudo, se encaixe no apertado calendário da CBF, que ofereceu apenas 18 datas para a competição.

Publicidade

“Não está sendo fácil”, reconhece o presidente da FCF, Rubens Angelotti. Em reunião ontem com executivos da Rede Globo, no Rio de Janeiro, o dirigente reivindicou mais duas datas, sem sucesso. “Eles disseram que nós podemos começar o Catarinense uma semana antes se quisermos, mas isso encurtará a pré-temporada que já será muito pequena”, lembra. Os Estaduais deverão começar em 17 de janeiro e terminar em 8 de abril.

As ideias de fórmula

A FCF oferecerá aos clubes, na reunião do conselho arbitral de 6 de novembro, duas fórmulas. Angelotti não as antecipa, mas deixa claro a intenção de implementar fases em sistema de mata-mata. “Para aumentar a emoção e dar mais visibilidade ao campeonato”, explica. Mas essa ideia não foi tão bem aceita pela Rede Globo, cujo contrato de televisionamento para o Catarinão 2018 ainda está em estudo. “Eles devem nos mandar uma proposta até o fim da semana que vem, daí vamos analisar. Mas é certo que eles preferem pontos corridos no Estadual, já nos deixaram claro isso”, acena Angelotti.

Uma das hipóteses estudadas na FCF, em conversas internas desde a última segunda-feira, seria uma fase classificatória em turno único, com nove rodadas, classificando os oito melhores para a segunda fase e a partir daí mata-mata em ida e volta até a decisão. Os dois últimos da primeira etapa estariam rebaixados. Nesse caso, o Estadual consumiria 15 datas. “Vamos levar duas propostas, os clubes mais duas e daqui a um mês na reunião definiremos a melhor fórmula”, assegura o presidente.

Publicidade

A negociação com a Globo

Sobre o contrato com a TV, Angelotti saiu confiante da reunião com a Globo. “Eles reclamaram um pouco do momento econômico mas reiteraram o interesse no Catarinense, dizendo que é um campeonato muito atrativo”, afirma. “Esperamos que o valor atual seja aumentado, pelo menos com a correção pela inflação”, destaca, lembrando que o contrato que vigorava até 2017 estabelecia R$ 8,8 milhões pelos direitos de transmissão em TV aberta e fechada. Ao Criciúma e os demais quatro clubes das séries A e B coube pouco menos de R$ 600 mil. “Nós tínhamos o receio de que a Globo não quisesse mais o campeonato, mas não, a resposta positiva deles nos deixou animados”, comenta o dirigente.

A Associação de Clubes Profissionais, que gere a competição, vinha especulando uma multiplicação por até sete do atual contrato de TV aberta, de pouco mais de R$ 5 milhões, fazendo-o chegar a até R$ 35 milhões. Mas na avaliação de Angelotti não será fácil alcançar esse montante. “A Globo vai montar a proposta deles, com as TVs aberta e fechada, a internet e as redes sociais, gostaríamos de continuar com eles, mas se não der certo procuraremos outras alternativas”, conclui.

O Catarinense de 2018 terá as participações de Criciúma, Chapecoense, Figueirense, Avaí, Joinville, Internacional de Lages, Brusque, Atlético Tubarão, Hercílio Luz e Concórdia.

Compartilhar:
Leia a seguirGlobo não quer mais e Primeira Liga está à perigo
Publicidade