Em depressão,
Em depressão, Seu Ivo se distancia do futebol
Por Redação Engeplus
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Os últimos meses têm sido difíceis para o vigilante aposentado Ivo Costa. Do alto dos seus 62 anos, anda cabisbaixo. Grudado no rádio e na camisa repleta de autógrafos que ganhou da diretoria do Tigre logo após a explosão da bomba que destruiu sua mão direita, Seu Ivo desistiu de comparecer ao Heriberto Hülse.
Para os familiares, o aposentado está depressivo. Nas últimas partidas do Criciúma, foi convidado para comparecer no estádio, mas sempre buscou desculpas para se ausentar.
Pessoas próximas comentam que o torcedor está ainda se adaptando a rotina sem a mão. Outro dia, a bandagem que cobria a cicratiz foi removida, e seu Ivo anda triste por isso também, já que a ferida ainda existe no que restou do antebraço.
O dinheiro do seguro recentemente recebido serviu para pagar despesas com remédios e a enfermeira que vinha cuidando do torcedor. Em entrevista recente, o advogado Sandro dos Santos, do Criciúma, afirmou estar buscando junto à Federação Catarinense de Futebol a integralidade do seguro. Seu Ivo recebeu 50% do valor estabelecido uma vez que a seguradora alegou que apenas uma das mãos sofreu prejuízo.
Para os pouquíssimos visitantes que aparecem vez por outra na sua casa, a impressão é a mesma: o antes reconhecido torcedor número 1 do Tigre sente-se abandonado, à espera de atenção e amparo. Enquanto isso, os acusados de explodir a bomba e mudar os rumos da aposentadoria de Seu Ivo estão em liberdade, impunes. O processo corre lentamente na Justiça.



