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Em dia com a reciclagem

Por Redação Engeplus

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A reciclagem aparece como uma alternativa viável e válida para que o lixo produzido tenha uma destinação ecologicamente correta e seu reaproveitamento seja possível. Para que uma empresa possa ser aberta em Criciúma é necessário que a Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) emita um licenciamento. “As empresas passam por um processo em que são instruídas sobre o que fazer com os rejeitos e só depois disso estão licenciadas”, explica o presidente da Famcri, Giovano Izidoro.

Sem a obrigatoriedade de reciclagem, a Famcri faz um trabalho de incentivo à reciclagem dos materiais de uso comum. “Papel, plástico, vidro e metal não podemos obrigar a serem destinados à reciclagem, mas realizamos um trabalho de conscientização e de incentivo para que as empresas façam esse trabalho”, salienta Izidoro.

Quem utiliza materiais como óleo, graxa e produtos químicos é obrigado a apresentar contrato com empresa que recolhe esses produtos e dá destino adequado. “Somente depois que o contrato é apresentado e as condições são favoráveis o licenciamento é emitido”, conta o presidente.

Óleo veicular – O gerente do Nosso Posto, Ricardo Spillere, conta como é feito o trabalho. “Quando retiramos o óleo usado dos veículos, deixamos armazenados em um reservatório e de tempos em tempos uma empresa contratada pelo próprio posto vem realizar o trabalho de retirada”, diz Spillere.

Esse trabalho de recolhimento do óleo veicular traz custos para os postos. “Nunca é um valor fixo porque depende bastante da quantidade de óleo, mas é obrigatório darmos um destino adequado”, conclui o gerente. Esse óleo usado, recolhido pela empresa, é reaproveitado em uma das 14 refinarias especializadas no Brasil. Cada uma delas refina por mês cerca de um milhão de litros de óleo.

Notificação – De acordo com o presidente da Famcri, a fiscalização é feita pelo próprio órgão. “Seis meses após emitido o licenciamento, um técnico da fundação visita a empresa para certificar de que os procedimentos estão sendo feitos. Se não estão, a empresa é notificada”, lembra ele.

Mas o trabalho mais rigoroso é realizado por um fiscal da fundação que visita empresas que não possuem o licenciamento e estão atuando. “Se sairmos como bloco de notificação, notificaremos quase todo mundo. Evitamos ao máximo as autuações. A empresa notificada tem dez dias para comparecer à Famcri para regularizar a situação. Se não comparece, enviamos uma carta dando mais dez dias para ir à fundação. Só após esse período autuamos a empresa que não comparece”, explica o presidente Giovano Izidoro.

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