Em Içara,
Em Içara, estudantes fecham a SC-445 para mostrar contrariedade à reenturmação de classe
Mobilização foi realizada por alunos da Escola de Educação Básica Antonio Guglielmi Sobrinho, do bairro Vila Nova
Por Redação Engeplus
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Com faixas, cartazes, apitos, narizes de palhaço e megafones, estudantes do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Antonio Guglielmi Sobrinho, do bairro Vila Nova, em Içara, realizaram um protesto na noite desta sexta-feira. A mobilzação contra a reenturmação de classe proposta pelo Governo do Estado iniciou na frente do colégio, percorreu algumas ruas da comunidade e foi encerrada no KM 71 da SC-445. A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) esteve no local para orientar o tráfego de veículos e garantir a segurança dos estudantes.
Everson Matias é professor de Filosofia e Admitido em Caráter Temporário (ACT) no colégio. Ele acredita que a participação dos alunos em causas como esta é muito importante e mostra a preocupação deles com a causa, assim como dos profissionais da educação. O jovem Renan Grassi, de 16 anos, está no terceiro ano e acompanhou comentários nas redes sociais. Ele foi um dos responsáveis por mobilizar os colegas para a manifestação desta noite.
"Já temos dificuldades para aprender em salas de aula muito cheias hoje, imagina quando passar para 40 alunos. Também nos preocupam as demissões de professores e fechamento de classes que podem ocorrer. Acredito que 80% dos alunos do colégio estão participando do protesto. Nosso objetivo é chamar bastante atenção, mostrar para a comunidade que também estamos preocupados com a educação", afirmou Grossi.
De acordo com a diretora de imprensa da regional Sul do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC), Cintia dos Santos, "a região Sul está bastante atuante nesta questão. Os protestos iniciaram em Criciúma, onde foram mais fortes, mas também aconteceram em Cocal do Sul, Forquilhinha, Nova Veneza, Urussanga, Morro da Fumaça e Balneário Rincão". Para ela, a importância deste assunto é tão grande que ultrapassou os limites do Sindicato e partiu para a comunidade, a qual também deve ser prejudicada caso a reenturmação seja aprovada pelo governador Raimundo Colombo.



