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Em leilão, Unesc arremata compra de complexo educacional público

Universidade, que foi a única interessada, comprou a estrutura pelo lance mínimo de 10,7 milhões

Por Redação Engeplus

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Foto: Daniela Savi/Arquivo Engeplus

Na manhã desta quinta-feira a prefeitura de Criciúma realizou o terceiro leilão público do Complexo Educacional Nereu Guidi, que foi parcialmente construído entre as ruas Araranguá e Henrique Lage, na região central de Criciúma. A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) foi a única instituição interessada na compra e ofereceu o valor mínimo solicitado pela administração de R$10,7 milhões. No total, 13 interessados retiram o edital, mas somente a Unesc compareceu ao leilão.

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Todos os trâmites de compra e venda aconteceram na própria prefeitura e o compromisso oficial de aquisição foi assinado por volta das 9h30min por uma representante da Universidade. Conforme o reitor da Unesc, Gildo Volpato, a partir de agora o setor administrativo fará um planejamento que especificará todas as decisões e prazos sobre o espaço. “A compra do local faz parte de um planejamento que temos aqui na Unesc que pretende ampliar a Universidade, para que daqui há dez anos possamos continuar correspondendo a expectativa da sociedade”, frisa ele.

Volpato antecipa que existem alguns planos para o local, mas nada concreto ainda. “Tudo o que será feito estará detalhado nesse planejamento que ficará pronto em outubro. Nele estarão todas as datas de começo e término da obra e também do que será oferecido no local. Existe há possibilidades da migração do Colégio de Aplicação na Unesc (CAP) para o imóvel inacabado, além de uma escola de idiomas, por exemplo”, afirma o reitor.

Conforme o prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo, a Universidade pagará o Complexo Educacional em 27 parcelas, sendo que 13% do valor será pago ainda este ano, 52% em 2015 e 37% em 2016. Segundo Búrigo, o dinheiro da venda será aplicado 100% na educação. “Como a venda foi acordada em parcelas, vamos elencar as prioridades e ajudar as escolas que precisam com urgência de mudanças. Já fizemos essa relação e a nossa intenção é reforçar e melhorar todas as escolas no município que precisam de auxílio”, garante Búrigo. É necessário um investimento de R$ 12 milhões para reformar as escolas existentes na cidade.

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O reitor da Universidade conta que essa aquisição foi um grande passo para a Universidade e que a instituição pretende dar continuidade as obras da estrutura já construída. “Nós avaliamos a obra antes de nos mostrarmos interessados. A estrutura é bem construída, não pretendemos desmanchar nada, só continuar a construção. Minha vontade pessoal é finalizar as obras em 2015 para começar a utilizar o local em 2016”, enfatiza Volpato.

O Complexo – O Complexo abrigaria, se fosse concluído, os estudantes de mães que moram nos bairros de Criciúma, onde as vagas nas instituições são restritas. A obra começou a ser erguida em 2011, na administração de Clésio Salvaro, sendo que os trabalhos pararam em outubro de 2012. O prédio foi construído com recursos da prefeitura e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais (Fundebe). A obra inacabada fica ao lado da antiga Casa do Professor e da antiga Casa da Solidariedade, que foram demolidas no mês passado, após um incêndio no local.

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