Polêmica
Em semana que debate foi reascendido, projeto Escola sem Partido pode ser votado hoje
Ação civil pública do MPF apura conduta de defensora do movimento, Ana Caroline Campgnolo
Por Redação Engeplus
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A comissão especial que analisa o projeto de lei da chamada Escola sem Partido reúne-se nesta tarde, dia 31, para votar o parecer. A proposta é polêmica e geralmente causa discussões acirradas.O substitutivo apresentado por Flavinho prevê que cada sala de aula terá um cartaz com seis deveres do professor. O primeiro dever sugerido na proposta determina que o professor não poderá cooptar os alunos para nenhuma corrente política, ideológica ou partidária. O cartaz deve informar ainda que o professor não poderá incitar os alunos a participar de manifestações.
O conteúdo será votado justamente em uma semana que o tema foi reascendido. Tudo isso por que o Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação civil pública com pedido de liminar nesta terça-feira, dia 29, para apurar a suposta intimidação feita pela deputada estadual eleita por Santa Catarina Ana Caroline Campagnolo a professores. Em uma publicação no Facebook, ela incentivou alunos a filmarem e denunciarem professores que estariam fazendo manifestações ideológicas e políticas pós eleições. Segundo o MPF, a medida da deputada representa um controle da atividade docente.
A Secretaria de Educação de Santa Catarina reforçou o direito a liberdade de expressão dos professores e um abaixo assinado para impugnar a deputada já contava, na manhã dessa quarta-feira, dia 31, com mais de 350 mil apoiadores.
Mudanças na LDB
O texto também altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para afastar a possibilidade de oferta de disciplinas com o conteúdo de "gênero" ou "orientação sexual". As diretrizes teriam repercussão sobre os livros paradidáticos e didáticos, as avaliações para o ingresso no ensino superior, as provas para o ingresso na carreira docente, e as instituições de ensino superior.
O projeto inclui na LDB a ideia de que os valores de ordem familiar têm precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa. A reunião será realizada às 14 horas, no plenário 8.
Colaboração: Agência Câmara de Notícias



