Emoção na
Emoção na despedida ao Monsenhor Agenor Neves Marques
Por Redação Engeplus
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Fiéis de diversas cidades do Sul do Estado começam a chegar aos poucos a igreja Nossa Senhora da Conceição, em Urussanga, onde ocorre o velório do Monsenhor Agenor Neves Marques. Falecido nesta manhã, o padre será sepultado amanhã, as 14 horas. A expectativa é de que milhares de pessoas acompanhem o cortejo. O prefeito Luiz Carlos Zen, já decretou luto oficial de três dias e ponto facultativo nesta sexta-feira. A CDL de Urussanga também decidiu fechar as portas do comércio as 12 horas.
"Esperamos um movimento constante durante todo o dia. A igreja deve lotar mesmo a noite, quando as pessoas deixarem o trabalho. Mas já tivemos muita gente passando por aqui. Temos missas de hora em hora e passaremos toda a noite rezando", explica Rosa Miotelo, que trabalhava com o Monsenhor desde 1965.
Em meio as orações algumas pessoas fazem questão de interromper o "culto" para contar histórias da vida do Monsenhor e muitos não contém a emoção. "Ele cuidava de três paróquias e para conseguir benzer as casas contava com o auxílio de um amigo. Ele anunciava na rádio que as pessoas que tivessem interesse em receber uma benção em sua casa deixassem um lençol branco com uma cruz de flores na frente de casa. Depois pegava carona no avião do amigo e saia benzendo tudo", lembra Miotelo.
Em meio aos admiradores o filho de Monsenhor também aproveita para se despedir. Aos 39 anos Luiz Antonio Neves Marques não poupa adjetivos para qualificar o padre. "Devo tudo que sou hoje como pai, marido e cidadão a ele", resume. Casado e com um filho, Luiz foi adotado oficialmente pelo padre em 1965. "Foi o último pedido da minha mãe antes de morrer e ele atendeu".



