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Era para ser o ginásio do Santo Antônio

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Foto: Denis Luciano

A rasura na placa, talvez intencional, talvez um protesto, não deixa mentir. Está há mais de dois anos atrasada a conclusão da construção do ginásio de esportes Bento Felipe Santiago, no bairro Santo Antônio. Na placa, consta um investimento de R$ 885.788,53 em uma obra iniciada em 21 de maio de 2014 e que deveria ter terminado em 27 de março de 2015.

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“E precisamos concluir logo, senão perdemos a verba”, alerta a secretária de Educação do município, Roseli de Luca Pizzolo. “Estamos conversando com a construtora para voltar a obra em maio e terminar em três meses”, informa. Maio é o prazo limite. Se o trabalho não voltar no mês que vem, a verba volta para Brasília.

A ideia da construção começou em 2012, em uma visita do deputado federal Esperidião Amin (PP) ao bairro. Na ocasião, ele prometeu conseguiu os recursos junto ao Ministério do Esporte, com financiamento pela Caixa Econômica Federal, o que de fato aconteceu. Ao longo de 2013, faltavam detalhes na documentação até que a licitação foi lançada e a empresa VC Construções contratada a partir de 2014. Em outubro do mesmo ano, a impressão era de que tudo seria logo concluído.

“Não temos mais prazos. Essa obra parou pois a construtora não estava recebendo no governo passado”, revela a secretária.

Um passeio pelo ginásio

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Para quem chega, o espaço externo é agradável. Há uma pracinha carente de cuidados, mas com boa sombra e bancos. E a tal placa, com o ano de entrega rasurado. Por um corredor entre o verde da praça, passará o público que no futuro adentrará pelo portão ainda coberto por tábuas. Há sinais evidentes de obras por ali, com tijolos e areia acumulados.

Em um breve passeio pelo entorno é possível encontrar duas portas abertas. Serão dois dos futuros portões laterais. Escancarados. O visual interno chama a atenção. O ginásio é grande, alto, bem coberto, arquibancadas espaçosas. Onde no futuro haverá uma quadra, area, muita areia.

Há sujeira. Garrafas plásticas, embalagens. Há um banheiro, também aberto. E os vestiários. Tudo carente de acabamentos, mas a estrutura básica chama a atenção. Se não cair na vala do desperdício, e a última projeção apontada acima - três meses de maio em diante – for respeitada, lá por setembro a bola estará rolando onde hoje só há areia, e o público estará sentado nas arquibancadas que hoje só acumulam pó.

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