Escola Irmã
Escola Irmã Edviges trabalha sem alvará de funcionamento em Criciúma
Edificação precisa de reforma em diversos pontos. Ministério Público deu um prazo de 30 dias para que Governo do Estado encaminhe a obra
Por Redação Engeplus
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A escola estadual Irmã Edviges, localizada no bairro Mina União, em Criciúma, vem trabalhando nos últimos meses em condições precárias, o que acarreta riscos aos alunos e aos funcionários do local. A edificação existe desde a década de 80 e nunca passou por uma reforma. O local não tem alvará de funcionamento, e tanto a Vigilância Sanitária quando o Corpo de Bombeiros alegaram que a escola não tem condição de habitabilidade.
O professor de Educação Física, Márcio da Silva, que trabalha há 24 anos no local, explica que diversos pontos precisam ser reformados. O ginásio de esportes, por exemplo, não tem banheiros para os alunos. “Existe, ainda, uma fissura no telhado da biblioteca, e dos laboratórios de ciências e informática. Existe o risco de que tudo desabe a qualquer momento”, afirma o professor.
Ainda assim, alunos do 1º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio frequentam o local regularmente para assistir às aulas. A escola tem, atualmente, cerca de 650 alunos matriculados. A escola pede, ainda, conforme Márcio da Silva, uma lombada ou um redutor de velocidade na via em frente à instituição. “Nossos alunos correm o risco de atravessar por aqui, pois os carros passam rápido. Estamos pedindo essa providência há 15 anos”, reclama.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) recomendou à Gerência Regional de Educação (Gered) de Criciúma que inicie a reforma e a adequação sanitária e estrutural da escola imediatamente. O promotor Mauro Canto da Silva divulgou o pedido no blog da 8ª Promotoria de Justiça de Criciúma a recomendação. O prazo para início das obras é de 30 dias. Em caso de descumprimento, o MPSC deve tomar providências legais para a proteção dos interesses dos alunos.



